Mesmo ‘rebelde’, Marco Garcia é favorito à reeleição na Câmara


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Vereador Jépy Pereira cumprimenta Marco Garcia durante sessão da Câmara. Participação de atual presidente em assuntos polêmicos fez governistas procurarem adversário para ele
Vereador Jépy Pereira cumprimenta Marco Garcia durante sessão da Câmara. Participação de atual presidente em assuntos polêmicos fez governistas procurarem adversário para ele
No dia 3 de dezembro, 48 horas após realizar a última sessão ordinária do ano, a Câmara Municipal vai se reunir para escolher o vereador que encerrará a atual legislatura como presidente. As articulações já fervem nos bastidores e vários nomes são cogitados. Mas, a não ser que haja uma improvável reviravolta, Marco Garcia (PPS) será reeleito sem dificuldades, mesmo contrariando interesses do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB).
 
Marco foi líder do governo no ano passado e integra a base de sustentação do prefeito na Câmara. Ele navegava em água calmas para continuar na cadeira de presidente em 2016, o que garantirá visibilidade em ano de eleições municipais. Nos últimos meses, o presidente colocou emoção na disputa e encarou ondas turbulentas. 
 
Em agosto, Marco foi decisivo para que a Câmara aprovasse a abertura de uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) para investigar o contrato assinado entre Prefeitura e o ICV (Instituto Ciências da Vida). A investigação, que segue em andamento, tem provocado desgastes à administração. “Eu não poderia me furtar de não assinar o pedido de abertura. Há erros que são reparáveis mas, neste caso, vidas foram ceifadas. A situação é muito grave e temos que tomar providências”, comentou Garcia.
 
Na sessão do último dia 10, o presidente deu o voto minerva que proibiu a Prefeitura de doar R$ 500 mil para a Acif fazer a decoração de Natal com dinheiro público. “Não acho que prejudiquei o governo, pois o prefeito poderia fazer o convênio sem o aval da Câmara”.
 
A postura do presidente provocou a revolta de aliados do prefeito. Liderado por Jépy Pereira (PSDB), adversário declarado de Marco, o grupo pró Alexandre Ferreira saiu em busca de um nome que possa disputar a presidência. As opções apontadas, Cordeiro (PSB), Claudinei da Rocha, Laercinho (PP) e Pastor Otávio (PTB), não demonstraram fôlego para decolar.
 
Hoje, Marco teria ao menos oito votos, podendo ampliar caso o PTB, que deverá lançar Graciela Ambrósio como candidata a prefeito, antecipe o inevitável rompimento com o governo. “O Marco é meu candidato. Vou conversar com os nossos vereadores para votarem nele”, afirmou César Mamede, presidente do PTB. Adérmis Marini, sondado para ser candidato do PSDB, não abre mão de votar em Garcia. “Minha posição, todos sabem: Voto no Marco. Ele é experiente e o melhor nome”.
 
Os apoiadores de Marco avaliam que ele, se quiser, poderá emplacar os vereadores de oposição nas principais comissões permanentes, como Justiça e Redação e a de Finanças, o que travaria a administração no último ano de governo. “Hoje, a melhor opção para o prefeito é esquecer a presidência e tentar salvar as comissões para não correr o risco de perder tudo”, disse um vereador governista.
 
Marco Garcia admite que a costura de apoios está evoluindo bem, mas evita cantar vitória antes da hora. “Estou confiante, mas preparado para uma eventual puxada de tapete. Em se tratando de eleição para presidente (da Câmara), temos que esperar de tudo”.

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