Prefeito tem que acordar. E rápido.


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Atualmente, uma das maiores preocupações do francano comum, que não tem condições de arcar com os custos de um plano e depende do atendimento público de saúde, é necessitar de qualquer unidade do município — UBS (Unidade Básica de Saúde), UPA (Unidade de Pronto Atendimento) ou Prontos-socorros (Infantil e “Dr. Álvaro Azzuz”. Desde quando se descobriu a “indústria de horas extras”, alvo de ação na Justiça Federal do Trabalho, o serviço, que já não era de excelência, caiu ainda mais, chegando à beira do caos. Depois disso, contratou-se o malfadado ICV (Instituto Ciências da Vida) que trouxe falsos médicos para atender nos PS’s locais. Hoje já se sabe que o Instituto, ao contrário do que vinha declarando, tinha plena consciência de que quase uma dezena de seus profissionais não tinha autorização para atuar como médico no País.
 
A internação de um garoto que teve perfuração do intestino em acidente com um brinquedo e que, ao ser atendido no Pronto-socorro, nem foi examinado pelo primeiro médico que o atendeu, é o mais recente caso do setor. O plantonista apenas receitou dipirona para combater a dor (ele teve um objeto de plástico introduzido no ânus quando se sentou sobre o eixo da roda de uma moto de brinquedo). Somente depois da piora do estado de saúde do menino, e de uma nova visita ao OS, é que o pequeno paciente foi encaminhado para a Santa Casa de Franca, onde se constatou perfuração intestinal. Ontem ele ainda permanecia internado. Até quando o francano, que já sofre com filas intermináveis, agendamento com especialistas (quando existem) para uma data até seis meses mais tarde ou a falta de medicamentos e especialistas (como na Casa do Diabético) continuará sendo submetido a esta situação?
 
Alexandre Ferreira (PSDB), que gasta o dinheiro do contribuinte em propagandas para enaltecer uma qualidade que a saúde pública do município não tem, continua fazendo de conta que a coisa não é com ele. O prefeito precisa entender que está cometendo um verdadeiro crime contra a integridade física da população francana. Antes de se auto elogiar ou creditar à sua administração conquistas irreais, o chefe do Executivo francano tem que fazer um exame de consciência e compreender efetivamente que os órgãos de mídia (aí incluídos o Comércio, a rádio Difusora e o Portal CGN) não têm qualquer responsabilidade pelo que acontece hoje na sua administração. Nenhum de nós inventa: apenas registra, analisa de forma crítica o que está acontecendo, cumpre o seu papel de noticiar. Hoje Franca se assemelha a uma nau sem rumo, cujo comandante vendou os olhos e descolou o pé da realidade. É exasperante.
 
 
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