Ânimo: é Cristo chegando!


| Tempo de leitura: 3 min
Com a graça de Deus estamos vivendo mais um domingo. A palavra divina tem ensinamentos animadores para todos nós. Vamos aos textos sagrados reservados para hoje e às grandes lições para o dia a dia de nossas vidas : Daniel 12 (Primeira Leitura), Hebreus 10 (Segunda Leitura), Marcos 13 (Evangelho).
 
Primeira leitura — Daniel 12: O livro de Daniel pertence ao conjunto de livros conhecidos como ‘apocalípticos’. Foi composto num período trágico. Israel está sendo oprimido por Antíoco IV, um rei perverso e ímpio que quer acabar com a religião. Profana o templo de Jerusalém, persegue os crentes e condena à morte os que não se submetem às suas reformas. Muitos judeus, apavorados, abandonam a fé.
Eis, pois, que neste tempo de aflição — escreve o autor do trecho incluído nesta leitura —, aparecerá Miguel, o defensor do povo santo. As palavras de esperança contidas nessa leitura não foram pronunciadas só para os judeus que viveram no tempo do rei Antíoco; são válidas também para todos aqueles que se encontram em situações semelhantes. A leitura nos ensina que nenhum sacrifício será vão. Nenhuma lágrima, nenhuma dor, nenhum sofrimento se perderá. A nossa fidelidade acelera o alvorecer do mundo novo e nós também participaremos da felicidade do Reino de Deus, porque nem tudo acaba com esta existência.
 
Segunda Leitura — Hebreus 10: Desde os tempos mais remotos os homens sempre experimentaram uma profunda perturbação interior, uma grande inquietação por causa das próprias faltas. Para libertar-se dessas culpas, eles inventaram uma infinidade de ritos. Israel herdou muitas dessas práticas das tradições dos seus antepassados. Alcançaram eles o seu objetivo? A leitura de hoje responde: Não! Só o sacrifício de Cristo tem o poder de comunicar essa purificação. Oferecido uma vez para sempre, ele, de fato, libertou os homens dos seus pecados. Quem tem a convicção de que o mal já foi derrotado pela morte e ressurreição de Cristo, não fica angustiado.
 
Evangelho — Marcos 13: O evangelho deste dia usa, é verdade, uma linguagem um pouco surpreendente para nós mas, afinal, não é tão complicada como parece. Na época em que Marcos, escreve esse capítulo do seu Evangelho, as comunidades cristãs estão agitadas e assustadas por causa de guerras, de calamidades e de crises que abalam o mundo inteiro.
Inicialmente Jesus adverte para não dar ouvidos a certas pessoas exaltadas que, de tempos em tempos, aparecem também nas nossas comunidades, citando desastradamente algumas frases da Bíblia. Ensina-nos, em seguida, a difundirmos sempre o otimismo ao redor de nós. O cristão não desconhece os problemas e os dramas no meio dos quais os homens se debatem, mas não os interpreta como sinais de morte; os vê como as dores do parto que prenunciam o nascimento de uma nova vida. A terceira reflexão diz respeito aos pregadores que ainda praticam o terrorismo espiritual com a ameaça de catástrofe: eles não estão transmitindo a mensagem de Cristo, mas espalhando asneiras. A palavra de Jesus é portadora de felicidade e de salvação para todos. Quantos fracassos, quantas injustiças, quantos desencantos marcam nossa vida! Amigos que se tornam traidores, filhos nos trazem desilusões, parentes que envolvem a todos em discórdias, irmãos da comunidade que se portam com deslealdade. Jesus convida os que sofrem porque ama a verdade, a paz, a justiça, a liberdade a não desanimar. Mesmo nas horas mais tenebrosas eles devem saber vislumbrar os sinais do reino que se aproxima.
 
 
Monsenhor José Geraldo Segantin
pároco da Catedral, vigário geral - segantin@comerciodafranca.com.br
 
 

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