Iniciadas em 5 de agosto de 2013, as obras da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Anita deveriam ter sido entregues até 30 de julho de 2014, mas, quase um ano e quatro meses depois, a única novidade recente divulgada pela administração sobre o tema foi um edital, publicado no último dia 5 pelo prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), autorizando a diretora da UPA a abastecer até 90 litros por mês no posto de combustíveis da Prefeitura.
Embora soe entranho a existência de uma diretoria sem local em atividade para gerir, a Prefeitura de Franca, procurada pelo Comércio, não se manifestou a respeito para esclarecer quais trabalhos essa profissional - que também aparece como coordenadora de atenção básica - desenvolve como diretora enquanto a UPA não entra em operação.
Também se manteve em silêncio sobre o que falta para que a unidade seja inaugurada, quando isso ocorrerá, quantos médicos e demais profissionais atuarão no local ou ainda sobre sua capacidade de atendimento.
Responsável por subsidiar R$ 1,4 milhão dos R$ 3,09 milhões previstos para a obra, o Ministério da Saúde informou que já repassou ao município R$ 1,05 milhão e que o restante só será entregue com a conclusão dos trabalhos.
“A transferência da parcela final de R$ 350 mil depende da apresentação do Atestado de Conclusão da Obra pelo município. Até o momento, o Sistema de Monitoramento de Obras aponta que 98% da Unidade estão concluídos”, afirmou em nota.
Ainda de acordo com o Ministério, 150 pessoas deverão ser atendidas diariamente pela UPA.
Enquanto o tempo passa e a Prefeitura se cala, a população acumula perguntas e ansiedade. “Está pronta, não sei por que não inauguram”, disse a comerciante Ângela Maria Regatieri. “Quando a gente precisa de uma consulta, tem que pegar dois ônibus para ir ao ‘Janjão’ (Pronto-socorro ‘Álvaro Azzuz’) ou na UBS da Vila ‘Tião’, que é superlotada. Para marcar uma consulta demora três meses. Se a UPA estivesse funcionando, facilitaria não só a minha vida, mas de todo mundo da região”, completou a comerciante.
Para o também comerciante local Neliton Rodrigo Gomes, a funcionalidade da UPA teria sido de grande serventia na última semana, quando seu pai teve de ser levado às pressas ao hospital. “Faz muita falta essa UPA. Na semana passada, meu pai desmaiou e ligamos pedindo o socorro que demorou 20 minutos para chegar, porque a ambulância mais próxima ficava lá no Parque Progresso”, relatou. “Sem contar que a população está crescendo bastante para cá e todo mundo tem correr no ‘Janjão’ ou na UBS da Vila ‘Tião’. Se a UPA estivesse funcionando, esses locais ficariam menos abarrotados”, completou.
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