Loja Rofaso deve R$ 155 mil a consumidores, afirma Procon


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Clientes e agentes do Procon observam interior da Rofaso, na av. Hélio Palermo: loja fechou no início deste mês e deixou consumidores sem produtos e informações
Clientes e agentes do Procon observam interior da Rofaso, na av. Hélio Palermo: loja fechou no início deste mês e deixou consumidores sem produtos e informações
A loja de móveis Rofaso tem uma dívida em torno de R$ 155 mil com consumidores, de acordo com o Procon de Franca. O órgão registrava, até a manhã de ontem, 71 reclamações referentes a produtos não entregues pela empresa, que fechou na semana passada. 
 
“Em relação a essas reclamações, registramos R$ 182 mil em vendas realizadas pela loja e, de prejuízo causado aos clientes, foram R$ 155 mil, que correspondem ao que não foi entregue para o consumidor”, disse o diretor do Procon, Willian Karan Júnior. Os números podem crescer ainda mais, já que cerca de três queixas têm sido feitas por dia.
 
Devido a esse problema, o Procon protocolou uma representação civil e criminal no Ministério Público. “Esperamos que possa adiantar para que a empresa faça algum acordo. Acreditamos que os sócios da empresa praticaram estelionato”, disse Karan. Segundo o diretor, o estelionato, que é a obtenção de vantagem mediante fraude, consiste no ato da empresa de vender e não entregar e também de fazer promoções dias antes de a loja fechar.
 
O Procon realizou tentativas de negociar diretamente com a empresa, mas não obteve sucesso. Outro problema envolvendo o estabelecimento aconteceu no dia 4 deste mês, quando o Fórum cumpriu um mandado de penhora, avaliação e remoção, retirando diversos móveis que ficaram sob a guarda da Justiça.
 
Sem retorno
Desde o fechamento da loja, os clientes aguardam a entrega dos móveis adquiridos ou o ressarcimento dos valores pagos. A loja fechou as portas no começo deste mês, sem nenhum aviso, deixando os clientes sem contato com responsáveis. No dia 4, um cartaz com o telefone do advogado da loja, Fernando Duzzi, foi colocado na porta, porém, as ligações feitas pelos clientes não estariam sendo atendidas.
 
“Procurei o Procon e o Fórum, porque até agora nada foi resolvido. No Fórum, marcaram uma audiência de conciliação só para o dia 25 de janeiro”, disse a costureira Maria Aparecida de Castro, 55. Ela comprou um sofá de R$ 1.500, à vista.
 
A podóloga Marisa Fazio Lamarca, 45, também ficou sem os móveis comprados e já tem boletos com vencimento para os próximos dias. “Na sexta-feira, antes de fechar a loja, fizeram uma grande promoção. Acho que agiram de má-fé, porque sabiam que não poderiam entregar”, disse a cliente.
 
A reportagem tentou entrar em contato com o advogado da Rofaso, ontem, mas as ligações feitas para seu celular não foram atendidas e ele não retornou os e-mails enviados.
 
A Rofaso já contou com lojas em Franca na avenida Alonso y Alonso e na rua Francisco Marques, sendo agora localizada na Hélio Palermo. Os sócios responsáveis, de acordo com registros da Junta Comercial do Estado de São Paulo, são Matheus e Rodrigo Faria de Souza. A reportagem tentou entrar em contato com eles por meio do advogado da loja e de pessoas que os conheciam, mas não conseguiu localizá-los.
 
 
 

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