Acusado de matar a ex irá para hospital penitenciário da capital


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Centro de Detenção Provisória de Franca abriga Breno Rezende, 32, autor de homicídio no Centro
Centro de Detenção Provisória de Franca abriga Breno Rezende, 32, autor de homicídio no Centro
Após um mês preso no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Franca, o comerciante Breno Rezende, 32, acusado de matar a ex-namorada Rosane Berteli de Souza, 24, ficará em um hospital penitenciário em São Paulo (400 km de Franca). A transferência para o CHSP (Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário), no bairro Carandiru, em São Paulo, veio após o médico do CDP, Marco Aurélio Piacese, informar que o centro não tem condições de fornecer tratamento adequado a Rezende.
 
Após a negativa, a SAP (Secretaria da Administração Penitenciária), destinou vaga para o acusado na capital paulista. O local foi aceito pelo juiz Paulo Sérgio Jorge Filho, que autorizou a transferência de Breno. “O autuado está sendo transferido para o hospital penitenciário que lhe garantirá o tratamento suficiente e adequado ao seu atual estado de saúde”, afirmou Filho.
 
Embora a autorização tenha saído na tarde de quarta-feira, até o início da noite de ontem ele não havia sido levado para São Paulo. A advogada de defesa, Linda Luiza Johnlei Wu, disse desconhecer quando seu cliente será transferido. “Não tenho essa informação de quando será. Por segurança, isso não é passado”. O mesmo foi dito pela diretoria da unidade francana.
 
Breno está no sistema prisional de Franca desde o dia 13 de outubro após 35 dias internado no Hospital Regional por conta do tiro dado na própria boca após matar Rosane. Sua advogada e o promotor Odilon Nery Comodaro se mostraram favoráveis à prisão domiciliar. Mas o benefício foi negado pelo juiz Paulo Sérgio Jorge Filho, que, na quarta-feira, reforçou a recusa. 
 
“A concessão de prisão domiciliar somente deve ser admitida em situações excepcionais. No caso, ele está devidamente assistido e recebe tratamento compatível (...) Ainda, por força do clamor público e repercussão social pela violência do crime, indefiro o pedido”.
 
Tratamento na capital
Segundo a diretora técnica do CHSP, Tatiana Malavasi Sales, Breno deverá chegar nos próximos dias e ficará na enfermaria do hospital penitenciário. Lá, ele terá acompanhamento 24 horas de enfermeiros e médicos. “Disponibilizaremos todo o tratamento necessário para o caso desse paciente. Ele terá consultas periódicas com um fisiatra (especialista em medicina física e reabilitação), neurologista e o que precisar”, disse. 
 
Além do atendimento médico, Breno deverá ter sessões diárias de fisioterapia, tratamento com fonoaudiólogos, nutricionista e terapia ocupacional em São Paulo.
 
 

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