A salada está mais cara na mesa do francano. A culpa é de produtos como limão, tomate, cebola e batata, cujos preços subiram muito nos últimos dias. Um dos aumentos mais expressivos é do limão Taiti, que já quadruplicou de preço: a caixa que saía por até R$ 30 custava R$ 125 no mercado dessa segunda-feira na Ceagesp.
O consumidor já sente o impacto dessa elevação, pagando quase R$ 7 no quilo, que antes custava R$ 2. O reajuste no preço começou a acontecer no último mês e, nas últimas duas semanas, o fruto chegou a picos maiores, custando por volta de R$ 8.
A baixa oferta do limão no mercado e o clima justificam a alta nos preços. “O produto está em falta, porque está no período da entressafra e ainda falta chuva. Só quem tem produção irrigada está conseguindo produzir”, disse o gerente da Ceagesp, Giovanni Dominici.
O preço da cebola, do tomate e da batata também subiu, chegando a dobrar. Na Ceagesp, o tomate de R$ 35, está sendo comercializado entre R$ 60 e R$ 80, a caixa. A cebola, apesar de estar mais barata do que no meio do ano, quando saía até por R$ 90, a saca, também está duas vezes mais cara que o normal, custando R$ 60. Já a saca da batata comum saltou de R$ 80 para R$ 150.
Além do clima, o valor do frete também contribui para os preços salgados, já que os produtos vêm de outros Estados.
No varejão Irmãos Patrocínio, o quilo do limão Taiti custa agora R$ 6,90, sendo que o preço normal gira em torno de R$ 1,80. A cebola e a batata podem ser encontradas por R$ 3,98 o quilo, e o tomate por R$ 5,90.
O início do período de chuvas pode contribuir para a queda no valor dos produtos. “O preço do limão, por exemplo, já está caindo e deve ficar barato em cerca de 15 dias. Em dezembro, já custará ente R$ 0,99 e R$ 1,80 o quilo”, afirmou o sócio-proprietário do Irmãos Patrocínio, Caio César Patrocínio.
Em outro varejão, o Rafa’s, os preços são semelhantes, com uma variação um pouco diferente na cebola, que pode ser comprada por R$ 2,80.
Outros produtos que têm sofrido alterações no preço por causa do clima são as verduras, que subiram em torno de R$ 0,50 e já até estão em falta, como no caso da rúcula.
Além do consumo doméstico, o preço dos alimentos prejudica também os comerciantes. Na Casa de Sucos 100 Igual, o alto valor do limão é absorvido pela lanchonete para não pesar no bolso dos clientes. “O uso do limão é frequente aqui, tem na limonada suíça e em opções como limão e hortelã, além do tempero de saladas”, disse a gerente Marcilene Nunes de Carvalho.
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