As cores fortes de Frida Kahlo; mulher corajosa e uma artista importante


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Frida sofreu poliomielite na infância e na adolescência foi atropelada e precisou ficar acamada muitos meses
Frida sofreu poliomielite na infância e na adolescência foi atropelada e precisou ficar acamada muitos meses
Este nome muitas crianças já conhecem: Frida Kahlo. Elas já ouviram suas professoras falarem da grande artista e já viram reprodução de seus quadros coloridíssimos. Frida nasceu em 6 de julho de 1907, no interior da casa de seus pais, a famosa Casa Azul, no pequeno município de Coyocán, nas proximidades da Cidade do México. 
 
Ela teve poliomielite quando criança. Esta doença infecciosa ataca crianças não vacinadas e deixa sequelas. No caso de Frida, a menina ficou com uma perna mais curta. Por isso, mancava. Aos 18 anos  cursou a Escola Nacional Preparatória, dedicando-se ao aprendizado do desenho e da modelagem. 
 
Por essa época, sofreu gravíssimo acidente. O bonde em que se encontrava colidiu com um trem. Ela teve a coluna fraturada, passou por várias intervenções, ficou imobilizada numa cama por muito tempo. Este acidente a marcou profundamente. Ela foi obrigada a usar inúmeros coletes ortopédicos, muitos  deles retratados em sua obra.
 
Para suportar o passar do tempo na cama do hospital e depois na de sua casa, ela começou a se dedicar à pintura. Era uma forma de lidar com sua dor, de não ficar só sofrendo sem fazer nada. O pai, que gostava de pintura, ofereceu a ela as tintas necessárias e um cavalete apropriado para sua cama.
 
Frida conheceu seu futuro marido, o grande pintor Diego Rivera, aos 21 anos
 
Ele incentivou sua produção artística e a aconselhou a usar cores mais fortes. 
 
Em sua arte encontramos temas ligados ao sofrimento provocado pelo acidente; mas também  ao seu intenso desejo de ser mãe, o  que nunca se tornou realidade; às muitas internações em hospitais para corrigir problemas na coluna; e a outros acontecimentos dolorosos que marcaram sua vida.
 
Apesar da fragilidade física, Frida tinha uma alma forte e sua pintura procurou mostrar o México e seu povo como elementos de uma cultura muito diferente. Frida morreu aos 47 anos, em 1954.
 
 
Há alguns bons livros sobre essa importante pintora escritos para crianças  por autores de língua inglesa e espanhola; alguns estão traduzidos para o português. Vamos ver:
 
O diário de Frida Kahlo
da editora espanhola Alas Rotas, tem uma introdução do poeta Carlos Fuentes e a reprodução de 70 aquarelas da artista. 
 
Me, Frida
em inglês, de Amy Novesky e David Diaz, é um e-book. Mostra a chegada de Frida e seu marido Rivera em San Francisco, bonita cidade norte-americana.
 
Frida
de Jonah Winter e Ana Juan, conta fatos da infância e adolescência de Frida, e também o acidente que ela sofreu. Da Editora Cosac Naify..
 
Frida
de Yuki Morales, é escrito em inglês e através de bonecos fala de amor, tragédia e riso.  
 
A infância de Frida Kahlo
de Carmen Leñero, da Editora Callis, apresenta ilustrações e reproduções de obras da pintora.
 
Frida ama sua terra 
é de Silvia Sirkis e Tomi Hadida, Editora Autêntica. Os autores ajudam as crianças a entenderem o que está nas telas.


EXPOSIÇÃO
 
Até o dia 10 de janeiro vinte telas de Frida Kahlo estarão expostas ao público em São Paulo, no Instituto Tomie Otake. Quem for à capital nas férias pode conferir a beleza da arte desta pintora mexicana. O Instituto fica na Rua Coropés, 88, Pinheiros. Telefone: (11) 22451900) de terça a domingo, das 11 às 20 horas. A entrada custa R$10. Mas às terças-feiras é  grátis.
 

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