O incêndio que destruiu a sede da Crazz, agência de publicidade ligada ao GCN Comunicação, em setembro foi criminoso. A conclusão está no laudo pericial feito pelo Instituto de Criminalística de Franca e entregue nesta semana.
No documento de nove páginas, o perito criminal Antônio Sérgio Sichieroli da Silva analisa em detalhes os destroços do incêndio. Segundo ele, a ação foi criminosa. Não um acidente. “Não foram observados quaisquer outros elementos que pudessem estar relacionados com a causa do acidente. Tanto a fiação da instalação elétrica quantos os terminais de ligação dos aparelhos lá existentes tinham características de total normalidade”, escreveu.
Como não houve curto na parte elétrica nem queima de equipamentos, o perito concluiu que o incêndio foi criminoso. “A causa mais provável foi o concurso de chama livre e exposta (ato criminoso)”.
Ainda segundo o laudo, o incêndio teria começado pelo local onde eram guardados os documentos relativos ao Jornal Comércio da Franca e à própria Crazz. “O foco principal do incêndio está localizado nas imediações de um vitro, onde havia grande quantidade de material comburente (composto basicamente por papéis), que em contato com o restante espalhado pelo recinto, resultou na proporção do sinistro”.
Ainda segundo o laudo do Instituto de Criminalística, “absolutamente tudo o que se encontrava no interior do prédio foi totalmente danificado pela ação do fogo”. “Verificou-se a ocorrência de danos na estrutura das paredes, cobertura metálica, vitro, portas, pisos, enfim, em toda a estrutura que existia”.
Para o delegado Márcio Murari, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), que comanda as apurações sobre o caso, o laudo não trouxe novidades. “Foi a confirmação daquilo que já sabíamos por conta das imagens das câmeras de segurança. Foi um ato criminoso. O autor teve a intenção de colocar fogo no local”.
O delegado disse que as investigações para identificar o responsável continuam. “Tínhamos um suspeito, mas quando aprofundamos as apurações acabamos descartando-o. Agora estamos com todo o pessoal empenhado em encontrar novas pistas”.
Segundo o delegado, depois de identificar o suspeito, o próximo passo será descobrir sua motivação. “Trabalhamos com duas hipóteses. Uma onde o criminoso teria tentado encobrir sua ação de furto ao colocar fogo no local e outra resultado de uma ação orquestrada para, de fato, prejudicar o GCN. Mas tudo vai depender de identificarmos o criminoso”, afirmou. O inquérito não tem prazo para ser concluído.
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