Tornou-se, nos últimos dias, cada vez mais sistemática a campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua tropa de choque do Partido dos Trabalhadores contra o ministro Joaquim Levy (Fazenda). Exigem a troca por Henrique Meirelles, presidente do Banco Central entre 2003 e 2011 (nos dois mandatos de Lula). A escolha de Levy para o posto pela presidente Dilma Rousseff (PT) já havia desagradado aos lulopetistas, uma vez que, quando secretário do Tesouro Nacional (onde ficou até 2006) era conhecido por “Joaquim Mãos de Tesoura”, por cortar planos de gastos não prioritários do governo federal, inclusive defendendo o redução drástica de cargos comissionados. Ou seja, desagrada a base aliada e até colegas do PT por não permitir um ataque aos cofres públicos, defendendo o controle das contas federais. Sucedido por Arno Augustin, chegamos à situação crítica que a economia do País registra hoje.
Qualquer um que suceder Joaquim Levy, hoje, não terá muito a se fazer para contornar a recessão que o País atravessa. Caso siga a cartilha do ex-ministro Guido Mantega, pode criar uma situação ainda pior. O ajuste fiscal do atual ocupante da pasta da Fazenda só não foi mais efetivo e menos prejudicial ao setor produtivo brasileiro (aí incluindo trabalhadores e empresários) por causa da resistência do governo em cortar benefícios dos Três Poderes. Levy defende a redução do peso da máquina administrativa, com a redução drástica do número de cargos comissionados, enquanto a base aliada não aceita perder os nacos que conseguiu nos segundo e terceiro escalões. A reforma ministerial realizada meses atrás deixou um grande número de servidores (a maioria comissionados) sem qualquer função, recebendo sem trabalhar.
Nos últimos meses, analistas consideram que a saída de Levy não é a solução. Segundo eles, para o País conseguir sair do buraco, pelo menos em médio prazo, é preciso trocar o governo. Somente uma nova diretriz será capaz de dar um novo fôlego à nossa economia e trazer de volta a confiança perdida nos últimos anos de descontrole. Além disso, é necessário que o Congresso faça a sua parte e passe a agir de forma mais efetiva na discussão e votação das medidas necessárias. Do contrário, nem o mais brilhante economista do planeta conseguirá resolver esta questão, que permanece atravancada por causa da falta de compromisso da classe política e dos pitacos inoportunos do ex-presidente Lula, os quais servem para tumultuar ainda mais a situação do País.
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