Família


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Está cada vez mais difícil a convivência familiar. Lares harmônicos desaparecem. A correria do mundo atual leva a todos trabalharem mais, e ganharem mais para dar conforto e tranquilidade aos seus. 
 
Por força disso, ‘assistimos pais colocando filhos em creches, e filhos colocando pais em asilos’! Não temos mais tempo para cuidar e conviver com eles. Existem filas de espera em todas as entidades. Falo de pessoas que nos são caras mas também falo daquelas que são abandonados por suas famílias em hospitais; ainda, daquelas outras que nunca tiveram famílias. 
 
Recente levantamento da Secretaria Municipal de Assistência Social de Franca mostrou que existem 350 pessoas em situação de rua na cidade. O Abrigo Provisório está completamente lotado, atendendo cerca de 100 pessoas. Outros tantos dormem nas ruas. O Centro POP atende grande número de dependentes químicos. Sem resolver esses sérios problemas, o poder público prefere falar sobre o que fazer com pacientes com transtornos mentais que estão acolhidos e bem tratados no Hospital Allan Kardec, que há 93 anos atende milhares de pacientes encaminhados pelos 22 municípios de nossa região. 
 
A Lei que dispõe sobre a proteção e os direitos de portadores de transtornos mentais, diz que são seus direitos ter acesso ao melhor tratamento, ser tratado com humanidade e ser protegida de abusos. O tratamento tem que oferecer assistência integral à pessoa, incluindo serviços médicos, assistência social, psicólogos, ocupacionais de lazer e é isso que se faz no hospital.
 
É difícil entender razões que levam governantes a querer alterar p funciona bem em atendimento a pacientes e também seus familiares cada vez mais fragilizados. Mesmo assim, o Allan Kardec continuará prestando serviços com a mesma dedicação e acolhendo com dignidade, respeito e carinho, cumprindo a missão pensado por seu criador, José Marques Garcia. Que o bom senso tome conta de nossos governantes, e prevaleça.
 
 
Wanderley Cintra Ferreira
Presidente voluntário da Fundação Espírita Allan Kardec 

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