Neste último fim de semana, o número de homicídios já superou todo o mês de novembro de 2014 em Franca. Isso porque dois assassinatos foram registrados em 24 horas. Ambos aconteceram na zona norte da cidade e estão perto de serem esclarecidos.
No último deles, ocorrido na tarde de domingo, a vítima foi o servente Vânio Aparecido Elias, de 54 anos. Uma facada no tórax o matou. Ele estava na chácara onde trabalhava, localizada na avenida Doutor Flávio Rocha, na Vila Santa Terezinha.
À polícia, testemunhas qualificadas no boletim de ocorrência disseram que, horas antes, Vânio teve uma discussão com dois homens. Entre eles, estava um rapaz alto e moreno que foi visto saindo da chácara pouco antes do servente aparecer morto. De acordo com uma das testemunhas, esse indivíduo pulou o portão do local e se evadiu em uma bicicleta Monark cinza. A outra pessoa ouvida pelo delegado Luciano Henrique Cintra informou que Vânio já teria se envolvido em diversas discussões e brigas após ingerir bebida alcoólica. Ainda segundo seu relato, a vítima tinha marcas de facadas desferidas por seu corpo em outras ocasiões e entreveros.
Assim como o Samu, a Polícia Civil e peritos do IC (Instituto de Criminalística) estiveram na chácara após o homicídio e fizeram os procedimentos de praxe. Posteriormente, o corpo de Vânio Aparecido Elias foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal), onde foi necropsiado. Com trabalhos da Funerária Tedesco, ele foi enterrado ontem à tarde no Cemitério Santo Agostinho.
O assassinato do servente foi registrado no Plantão Policial e encaminhado para a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) ainda na manhã de segunda-feira. De acordo com o delegado Márcio Murari, o 22º homicídio de 2015 já tem um suspeito. “Iniciamos as investigações e oitivas e já temos informações acerca do autor”, disse.
Números
Até o início desta quinzena de novembro, foram registradas 22 mortes em Franca. Pauladas, facadas e tiros foram algumas das formas utilizadas para concretizar os assassinatos. O número já é maior que o do ano de 2014, período em que 19 pessoas foram assassinadas.
Em reportagem publicada no último domingo, o Comércio constatou que desde 2009 a polícia não registrava tantos homicídios. A maioria dos mortos tinha alguma ligação com o crime, tais como envolvimento com drogas, brigas e desavenças com os acusados.
Ainda de acordo com o levantamento feito, em apenas seis casos a polícia não identificou envolvimento dos mortos com o crime ou sinais de desavenças: foram três crimes passionais, uma criança morta pelo próprio pai, que se matou em seguida, e dois latrocínios (roubo seguido de morte).
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