Há tempos o Comércio alerta o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), o Xandão ídolo do vereador Laercinho (PP), de que embora a Câmara tenha feito vistas grossas para as ilegalidades que ele patrocina desde quando tomou posse a Justiça estava atenta tudo. Principalmente depois do julgamento do Mensalão, que colocou agentes públicos, políticos e um bando de criminosos na cadeia, nenhum detentor de cargo eletivo pode se considerar acima do bem e do mal. A prisão dos maiores empreiteiros do País ao lado de doleiros, políticos, lobistas, além das denúncias envolvendo até ministros de Estado, parlamentares e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (e seus familiares) mostram que, hoje, há punição para quem locupleta à custa dos cofres públicos. Tudo é investigado, apurado e processado. Ao contrário do que se falava décadas atrás, o ‘rouba mas faz’ não tem mais espaço: o brasileiro exige um ‘não rouba e faz’. Nada menos do que isso.
Agora, Alexandre Ferreira (ao lado da secretária de Saúde Rosane Moscardini e mais oito pessoas) fecha a semana como réu no processo envolvendo o atendimento de saúde em nosso município. Todos são acusados pelo MP do Estado de cometer uma série de irregularidades com a finalidade de desviar recursos públicos. Os prejuízos, segundo cálculos iniciais, ultrapassariam a casa dos R$ 3,7 milhões. As acusações fazem parte de uma ação judicial aberta pelo promotor de Justiça Paulo César Corrêa Borges, o qual acusa o prefeito e a secretária de forjarem uma situação de emergência na Saúde do município para poder contratar, sem licitação, o ICV (Instituto Ciências da Vida), responsável por trazer uma quadrilha de falsos médicos para a cidade. Na ação, o promotor pede que seja concedida uma liminar para o bloqueio de bens de todos os envolvidos.
E agora, Xandão? Como é que fica? Ele chegou a chamar o autor da ação de “promotorzinho” e dizer que não havia qualquer irregularidade. Alexandre Ferreira tem em sua conta mais um processo. Diante das robustas provas, não terá como deixar de se explicar na Justiça, da forma como vem fazendo desde o início de seu mandato. Ele finge que não tem nada a ver com as ilegalidades que estão sendo investigadas em vários processos já abertos e usa a propaganda oficial, paga com o dinheiro dos contribuintes francanos, para desenhar um município cor de rosa que não existe. Agora, os processos se avolumam e seguem para um desfecho que pode ser danoso ao prefeito, inclusive cercando a sua liberdade. É o que os francanos esperam, uma vez que a Câmara Municipal, cuja maioria forma a ampla base do chefe do Executivo, ignora os anseios da população francana.
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