A CEI (Comissão Especial de Inquérito) aberta pela Câmara Municipal para apurar a ação de uma quadrilha de falsos médicos e os contratos assinados entre a Prefeitura e o ICV (Instituto Ciências da Vida), empresa responsável pela contratação dos falsários, deve apresentar nesta terça-feira um pedido de prorrogação.
A CEI, criada em agosto, tem prazo para entregar o relatório final da investigação até o início de dezembro, mas os três membros da comissão, os vereadores Márcio do Flórida (PT), Daniel Radaeli (PMDB) e Jepy Pereira (PSDB), acreditam que não será possível concluir todos os depoimentos até dezembro. “Vamos pedir a compreensão dos colegas com a complexidade desta investigação e pedir a prorrogação por mais 45 dias”, disse o presidente da comissão, Márcio do Flórida.
Depoimentos
Também nesta semana a CEI deve ir a Campinas ouvir o depoimento do médico Daniel Gutierrez Felil. Daniel foi um dos primeiros médicos contratados pelo ICV a chegar a Franca. Ele é apontado como um dos coordenadores do ICV na cidade. Daniel também é dono da empresa Unidade de Serviços Médicos Cambuí, por meio da qual eram feitos os pagamentos aos falsos médicos já identificados pela polícia.
A mesma empresa também seria uma das que apresentou propostas de preços para concorrer com o ICV na disputa pelo contrato com a Prefeitura de Franca.
O depoimento de Daniel está marcado para o dia 11, na Câmara Municipal de Campinas. Como ele não compareceu às convocações para vir a Franca, a CEI ingressou com uma ação na Justiça de Campinas pedindo sua condução coercitiva. A ação ainda não foi julgada.
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