Morte de tapeceiro pode ter reviravolta por causa de DNA


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Perito da Polícia Civil de Franca colhe material em carro apreendido para realizar exame
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O assassinato do tapeceiro Fábio Henrique Goulart, de 34 anos, ocorrido no último dia 14 de outubro, tem novos elementos e pode ter um desfecho diferente. Isso porque foi encontrado sangue no carro de sua namorada e mãe da acusada pelo crime, Jéssica Maura Gonçalves, 23. A polícia desconfia que tenha havido participação de outras pessoas no homicídio. 
 
O corpo da vítima foi encontrado na casa da mãe da suspeita. Mas há dúvidas quanto ao caso ou mesmo se o homem não teria sido transportado antes de ser executado com um tiro na cabeça no banheiro do imóvel. 
 
Para saber se o sangue é de Goulart, foi realizado um exame de DNA. O teste, solicitado pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais), que cuida do caso, foi feito nesta semana após peritos do IC (Instituto de Criminalística) atestarem que sangue foi localizado no VW Santana da mãe de Jéssica. A mulher, 47, negou envolvimento, mas foi submetida a um exame residuográfico para saber se tinha vestígios de pólvora nas mãos. Jéssica também passou pelo procedimento.
 
Segundo o delegado Márcio Murari, o caso continua sob investigação. “Estamos à espera dos resultados para a elucidação do assassinato. O inquérito não foi encerrado”, disse. Ainda não há previsão de quando os exames resíduográficos, além do teste de DNA, ficarão prontos.
 
Jéssica confessou o assassinato e foi presa em flagrante na ocasião. Nesta semana, ela deixou a cadeia. O pedido de liberdade provisória da acusada foi feito pelo promotor Odilon Nery Comodaro e deferido pela Justiça. De acordo com o representante do Ministério Público, a complementação com outras diligências e investigações são necessárias. “Em tese, a liberdade dela não oferece riscos. Por isso, está solta. O caso pode ter uma alteração profunda caso tenha ocorrido a participação de outras pessoas”, afirmou.
 
O crime
Fábio Goulart levou três tiros. Jéssica confessou tê-lo matado. A mulher explicou que, após fumarem crack juntos e ao ver que a vítima havia deixado seu revólver calibre 38 sob a pia, ela o pegou e deu dois tiros: um no ombro e outro na barriga. Ele teria ficado horas sangrando pela casa no Jardim Guanabara antes de ser executado com um tiro na cabeça. A arma ainda não foi encontrada.
 

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