Allan Kardec, o codificador do Espiritismo, no capítulo IX, Da Intervenção dos Espíritos no Mundo Corpóreo, de O livro dos espíritos, precisamente nas questões 489 a 521, detalha o modus operandi dos espíritos protetores.
A Providencial Sabedoria quis que o Universo tivesse o domínio exercido pela sua porção inteligente, que são os espíritos, encarnados e desencarnados, na condição de agentes, positivos e negativos, conforme o seu grau de evolução moral, mas sempre psiquicamente ativos, reativos e interativos.
Segundo informações espirituais fidedignas se, na Terra, somos pouco mais de sete bilhões de encarnados, o total de habitantes desta casa planetária é de aproximadamente vinte e quatro bilhões de espíritos que interagem. E, justamente, em função da interatividade dos dois lados da vida é que há influência de um sobre o outro.
Não olvidemos que uma coletividade é feita de indivíduos, e cada indivíduo é como um rádio transceptor a emitir e receber ondas mentais, cuja natureza há de felicitar ou infelicitar a parte influenciada, segundo se trate de sintonia entre iluminados ou trevosos.
Na obra citada, os Instrutores espirituais informam como agem os espíritos que nos protegem, evidenciando que cada ser humano tem a proteção que merece. O bom tem ajuda dos bons; o mau, ajuda, ou perseguição, dos maus.
Anjo de guarda, espírito protetor, espírito guia, anjo guardião, que são a mesma coisa, nos assessoram nas dificuldades e nos propósitos, excluídas questões voltadas aos interesses exclusivamente materiais, para cuja administração e solução até podem nos orientar, porém, jamais de forma impositiva, posto que nos respeitam o livre-arbítrio, cabendo-nos a decisão, pela qual teremos ônus ou bônus, segundo os respectivos efeitos.
Importante anotar que ninguém obterá num centro espírita kardequista qualquer informação voltada para interesses materiais, mas, sempre orientada pelos mais nobres sentimentos.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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