Banqueiros pedem e prefeito veta segurança nas agências bancárias


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Dispositivo que lança fumaça após explosão de caixas foi apresentado em reunião entre vereadores e representantes das polícias
Dispositivo que lança fumaça após explosão de caixas foi apresentado em reunião entre vereadores e representantes das polícias
Em mais uma decisão estranha e difícil de entender, o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) atendeu a um pedido da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) e vetou totalmente projeto de lei aprovado pela Câmara e que obrigava a instalação de portas metálicas e de um lançador de fumaça nas agências bancárias de Franca. A proposta foi levado aos vereadores pela Polícia Militar e tinha o objetivo de coibir explosões de caixas eletrônicos. Mesmo assim, o prefeito decidiu não colocar a lei em vigor sob a alegação de que “é contrária ao interesse público”. 
 
No dia 14 de setembro, policiais civis e militares e membros do conselho de segurança se reuniram na Câmara para buscar alternativas visando inibir a explosão de caixas eletrônicos. Uma das propostas apresentadas foi a instalação do jato de fumaça, que seria acionado em caso de invasão ou violação do sensor de presença.
 
Propostas semelhantes já foram aprovadas em várias cidades, como Ribeirão Preto. A ideia foi apresentada pelo capitão Waltercir, comandante da 5ª Companhia da PM, ao vereador Pastor Otávio (PTB), que fez o projeto de lei. “Nossa preocupação é evitar as ocorrências de explosões que colocam em risco toda a população. Os dispositivos de segurança já têm dado resultados positivos e acreditamos que ajudará a reduzir as ocorrências. Será uma barreira a mais. O ladrão age quando encontra facilidade, ele não gosta de coisa difícil”, disse o capitão Waltercir. Também presente na reunião, o delegado Márcio Garcia Murari, chefe da DIG, apoiou a medida.
 
Com o aval das força de segurança da cidade, o projeto foi levado à votação e aprovado na sessão do dia 6 de outubro. Antes, o sistema foi demonstrado para vereadores, policiais e jornalistas. Os bancos teriam até 210 dias para se adequarem.
 
Mas, o prefeito decidiu mandar a lei para a gaveta. Em ofício encaminhado à Câmara, Alexandre Ferreira informou que, embora não existam vícios de inconstitucionalidade, ele resolveu vetar a proposta. “A Febraban apresenta nota técnica alegando que o projeto é contrário ao interesse público na medida em que a segurança proporcionada pelos equipamentos é aparente, pois prejudica a visualização dificultando ou impedindo a ação dos seguranças e policiais”.
 
Mesmo sendo integrante da base aliada do governo, Pastor Otávio ficou indignado com a decisão do prefeito. “Não tem cabimento ele falar que é contrário ao interesse público. Foi a própria polícia que nos procurou para apresentar a proposta. Agora, com a bandidagem sabendo que não tem mecanismo de segurança nos bancos, teremos aumento nos casos de explosão de caixas eletrônicos”. Na opinião do vereador, Alexandre foi influenciado pelos banqueiros a decidir pelo veto. “Com certeza, o prefeito cedeu à pressão. Junto como veto que ele enviou à Câmara, foi anexado um documento da Febraban solicitando que o projeto fosse integralmente vetado”.
 

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