Jardim gotejante


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               Assim se referiu Clarice Lispector ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro, em dia de chuva. O jardim à minha frente é outro, mas também goteja. De alegria. Depois de longa e sequíssima estiagem, terra, plantas, insetos, pássaros agradecem. Tudo ganha vida nova, tudo viceja. Até gente. Exceto quem o atravessa sem vê-lo, mesmo tendo olhos que enxergam.

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