Que o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) se notabilizou desde que tomou posse em ignorar os verdadeiros interesses daqueles que lhe deram o mandato, não é surpresa para ninguém. Os impressionantes índices de rejeição que acumula em pouco mais de dois anos e meio como chefe do Executivo são a prova de que nada do que fez foi em benefício de sua própria comunidade. Ele se furta em esclarecer uma série de denúncias e mantém em sua equipe elementos investigados por falcatruas no trato com a rês publica. Neste período, só agiu a favor de interesses não explicados em detrimento daqueles que necessitam de uma atenção maior do poder público.
Desde o acordo fechado na surdina com a empresa São José, ainda no início de seu mandato, passando pela “indústria das horas extras” nas unidades de saúde, pelo imbróglio envolvendo a concessão de licenças ambientais junto a Cetesb até chegar aos supersalários pagos por plantões inexistentes nos Prontos-socorros Infantil e ‘”Álvaro Azzuz” e a quadrilha de falsos médicos que agiu nas mesmas unidades — só para ficar nos casos de maior repercussão —, Alexandre Ferreira sempre contou com uma ampla e fiel base aliada na Câmara Municipal, conseguindo administrar (?!?) o município com carta branca. Mas, agora, nem o seu líder no Legislativo municipal está aceitando as decisões vindas do Paço Municipal.
O vereador Luiz Vergara (PSB), o mesmo que agrediu um cidadão com um tapa na cara dentro do plenário da Câmara depois de inexplicavelmente mudar suas convicções para assumir a liderança do prefeito, agora atira contra Alexandre, como revelou o jornalista Edson Arantes em sua coluna política publicada na edição de ontem do Comércio. De acordo com as informações, Vergara colocou-se contra a realização de um concurso público para a formação de um cadastro reserva, anunciado há poucos dias pela Prefeitura. “Este concurso é uma grande bobagem”, afirmou.
O vereador não tem dúvidas de que a intenção da Prefeitura é apenas levantar dinheiro com as inscrições. Assim como ele, pensam muitas pessoas. Para se habilitar, o candidato precisa pagar uma taxa de inscrição que, desta vez, pode chegar a R$ 85, sem que tenha qualquer garantia de contratação. Assim fica fácil “engordar” o cofre da Prefeitura: no último concurso, que também não contratou ninguém, foram 22 mil os inscritos. Uma simples conta mostra que uma fortuna é arrecadada. É preciso acabar com esta palhaçada de concurso que não habilita ninguém para um cargo no funcionalismo municipal. Mais uma patacoada do prefeito que já não encontra defesa nem junto ao seu líder na Câmara.
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