As condições do prédio onde funciona a creche “Frei José Luiz Igea Sainz”, no Jardim Riviera, pode culminar no encerramento das atividades da escola no fim deste ano. O problema, de acordo com o presidente da creche, Marcelo Garcia Rodrigues, se arrasta há mais de três anos e chegou a um nível insustentável. Fiação antiga, forro de madeira com cupim e falhas no telhado, além de um muro prestes a cair, são apenas algumas das questões que preocupam a diretoria que decidiu não renovar o convênio com a administração, se a reforma não for realizada.
“A infraestrutura do prédio hoje está precária. A fiação elétrica é antiga e oferece riscos, o forro de madeira está repleto de cupins e o telhado está bem danificado. O muro de divisa do local pode cair a qualquer momento e, quando chove, temos que mandar as crianças para casa devido ao grande número de goteiras e o perigo de um curto-circuito”, disse o presidente.
Preocupados com o futuro da escola e a falta de retorno da Prefeitura em solucionar os problemas, na última terça-feira, os diretores da creche convocaram os pais e responsáveis para uma reunião, onde explicaram a atual situação do prédio e ainda os perigos que as crianças e os funcionários estão correndo.
“Hoje, sem a reforma, não vamos correr o risco de algum acidente acontecer. Sabemos da precariedade da propriedade e nos preocupamos com as crianças e os funcionários. Por isso, sem uma reforma completa na escola, não temos a intenção de renovar o convênio e vamos entregar as chaves para a Prefeitura em dezembro”, disse o presidente.
Atualmente, a creche, que recebe crianças de 3 a 5 anos, atende 66 alunos e tem dez funcionários.
De acordo com Rodrigues, dois técnicos confirmaram em laudo a situação precária da fiação elétrica do prédio e os riscos de a estrutura continuar sendo utilizada sem qualquer obra de melhoria.
O Ministério Público, por intermédio do promotor de Justiça da Habitação, Carlos Henrique Gasparoto, acompanha o caso. De acordo com uma assessora do promotor, um inquérito para apurar as condições estruturais do prédio foi instaurado, sendo solicitadas à Prefeitura as providências para que as melhorias no local sejam realizadas.
Apesar das alegações da diretoria, o prédio tem o AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) em vigência até novembro de 2017.
Futuro
Preocupados com a possibilidade de fechamento da creche, os pais cobram uma reforma da Prefeitura.
Com uma neta de 4 anos estudando na creche, Luciane Cristina Silva se preocupa com o futuro da criança, se a escola realmente fechar. “Minha filha e eu trabalhamos o dia todo, e não sei o que faremos sem uma vaga. A Prefeitura precisa tomar uma providência e evitar que a creche feche”, disse.
“Os problemas são antigos e a Prefeitura não faz nada para resolver, tendo que chegar à situação de hoje, que é o fechamento iminente da creche. Precisamos de uma providência o mais rápido possível para que nossas crianças não fiquem sem um local para ficar enquanto trabalhamos”, disse Nayra Oliveira, que têm dois filhos na creche.
“Não sabemos o que fazer se a creche realmente fechar. Aqui temos segurança de deixar nossos filhos e o atendimento é ótimo. Além disso, não tem outra unidade aqui perto e será difícil conseguir vagas, pois sabemos dos problemas de creches da cidade. Não sei o que acontecerá, pois preciso trabalhar”, disse a telefonista Daiana Cristina, que tem uma filha de 3 anos que estuda na creche.
Promessa
Procurada para comentar a situação da creche e a possibilidade de que a mesma seja fechada no fim do ano, a Secretaria de Educação informou que os projetos arquitetônicos e elétricos da escola ficarão prontos até dezembro, com licitação prevista para a obra no início de 2016.
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