Estagiários de Ibiraci estão sem receber há 2 meses


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José Fernando Hermógenes de Freitas, prefeito de Ibiraci, afirmou não poder pagar estagiários
José Fernando Hermógenes de Freitas, prefeito de Ibiraci, afirmou não poder pagar estagiários
Um grupo de 17 estagiários da Prefeitura de Ibiraci (MG) está há dois meses sem receber bolsa-auxílio e não há previsão que o pagamento seja regularizado. O valor do benefício varia entre R$ 315 e R$ 395, de acordo com o tempo de estágio. Tudo indica que os estagiários ficarão sem receber pelo terceiro mês, que tem o pagamento agendado para hoje. Eles trabalham em turnos de quatro horas em diversas áreas, como saúde, pedagogia e setor jurídico.
 
Entre os estagiários, está uma estudante do curso de Meio Ambiente, que pediu para não ser identificada. Ela depende do dinheiro para sustentar seus dois filhos. “O pagamento é pouco, mas faz muita falta, sabemos que a renda de Ibiraci caiu, como de todas as cidades. Mas se a Prefeitura souber controlar, vai poder pagar todos”, disse a estagiária. Ela afirma que o prefeito José Fernando Hermógenes de Freitas (PSBD) também cortou o vale alimentação de R$ 100, desde o começo do ano.
 
Além da ajuda financeira, o estágio é visto como uma oportunidade de completar a formação acadêmica e se preparar melhor para o mercado de trabalho.
 
Diante da falta de pagamento, alguns resolveram abandonar o estágio. “Eu pagava uma pessoa para olhar meus filhos, enquanto fazia o estágio. Então, sem o dinheiro, não deu para eu continuar, pois só gastava e não recebia nada”, desabafou outra estagiária, que trabalhava em uma escola e saiu em setembro.
 
Apesar de ter deixado o estágio, ela ainda aguarda receber o acerto. “A Prefeitura me deve as férias e um salário, que dá cerca de R$ 600”, afirmou. Devido aos atrasos na bolsa-auxílio, ela ficou com contas pendentes e com o “nome sujo”, pois fez empréstimos em banco e não conseguiu pagar.
 
O prefeito confirmou a suspensão no pagamento e disse que não há previsão para regularizar a bolsa. “Explicamos as dificuldades financeiras da Prefeitura e perguntamos quem continuaria sem remuneração e, dos 17, três ou quatro pessoas saíram”, afirmou Freitas.
 
A justificativa para a falta de pagamento da bolsa seria a situação econômica ruim, pela qual a administração municipal passa. 
 
O prefeito tentou amenizar a situação, dizendo que o valor pago “não era salário nem era uma coisa obrigatória”. Assim, ele optou por fazer o corte na parte do estágio e não em funcionários efetivos.
 
“Fizemos um ajuste fiscal na Prefeitura, representando cerca de 8% dos gastos, mas ainda estamos conseguindo cumprir com nossas obrigações”, afirmou Freitas. Ele garantiu que o pagamento de funcionários efetivos está em dia.
 
 

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