Nova fraude: e agora, como fica o prefeito?


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O caso se arrasta há quase um ano, quando o Comércio descobriu que um falso médico (Pablo Mussolin, que se passava por Pablo Galvão) tinha atuado nos Prontos-socorros Infantil e “Álvaro Azzuz” e, pior que isso, tinha recebido por uma série de plantões que seriam impossíveis de serem feitos: para ganhar mais de R$ 80 mil, o ICV (Instituto Ciência da Vida), contratado emergencialmente pela Prefeitura, alegou que o falsário tinha feito 31 plantões de 24 horas no intervalo de um mês. De lá para cá, a situação se tornou pior, ao se descobrir que pelo menos 10 falsos médicos atenderam a população francana, muitos deles recebendo por plantões não realizados. Graves fatos envolvendo a questão, que hoje já se tornou caso de polícia e objeto de uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) da Câmara de Vereadores de Franca, foram descobertos. 
 
Porém, diante de uma situação extremamente grave, até agora o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB)só fez cara de paisagem e agiu como se não tivesse nada com o problema. A sua administração, envolta em uma série de fatos que extrapolam uma simples ‘escorregadela’, ainda não deu as respostas que a população francana espera, exige e merece. Agora, a CEI descobriu que a contratação do ICV envolve até a falsificação de documentos. O médico e ex-diretor do instituto, Reinaldo Ferrari Letrinta, disse que sua empresa, a Corpe Clin, nunca participou ou apresentou qualquer proposta de preço para assumir os serviços médicos nos Prontos-socorros Infantil e “Álvaro Azzuz”. Ele considerou os documentos apresentados pela Prefeitura como falsificações grosseiras e promete tomar providências, inclusive em nível judicial, para esclarecer o assunto.
 
E mais: garantiu que a secretária de Saúde Rosane Moscardini tinha pleno conhecimento de que a escala de plantões, com jornadas irreais, vinha sendo praticada nos dois PSs. Agora o prefeito francano tem muito mais a explicar, embora deboche de todos, principalmente da imprensa, quando instado a falar sobre a quadrilha de falsários que ele próprio instalou no sistema público de saúde do município, colocando a vida de milhares de francanos em risco. A princípio, chegou a dizer que falsos médicos não teriam atuado em Franca (embora as investigações da polícia mostrassem o contrário), e a defender o ICV, até pagando o dobro do acordado em contrato. Alexandre Ferreira continua calado, mas as investigações, tanto as da polícia quanto as da CEI, estão mostrando que ele tem muito a esclarecer e certamente será responsabilizado por seus atos. Pode tardar, mas não haverá de falhar, a justiça que, esperam as pessoas de bem, penalize o responsável-mor e seus companheiros de nefasta jornada.
 
 
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