O fechamento da loja de móveis Rofaso foi confirmada ontem pelo advogado que faz a assessoria jurídica do estabelecimento, Fernando Duzzi. “A loja fechou. Tem algumas mercadorias para entregar e, do que não for entregue, o dinheiro será ressarcido”, afirmou o advogado.
Segundo ele, casos de compra estão sendo analisados individualmente para ver o que pode ser feito e, até o momento, cerca de 15 pessoas o teriam procurado. “Todos os problemas devem ser solucionados. Existem móveis que a loja tem e vai entregar, outros estão sendo solicitados com fornecedores. Acredito que eles (donos) não estão sendo desonestos, mas passando por uma situação difícil”, pontuou Duzzi.
De acordo com o advogado, não há acertos pendentes com os funcionários que trabalhavam na loja.
Ontem, oficiais de Justiça do Fórum cumpriram um mandado de penhora, avaliação e remoção na loja. Foram retirados diversos móveis que ficarão sob a guarda da Justiça. Eles não informaram quem solicitou o mandado e para onde vão os móveis. O advogado da Rofaso disse que não estava ciente desse mandado.
Um caminhão foi estacionado na porta da loja e diversos produtos, como cadeiras, estantes e mesas, foram retirados, sendo a maioria de mostruário.
Desde anteontem, os clientes têm comparecido na porta da loja para cobrar sobre produtos com entrega atrasada. Nenhum responsável pela loja esteve no estabelecimento para esclarecer a situação, enquanto a reportagem esteve no local, tanto na terça como na quarta-feira.
Ao se deparar com a porta fechada mais uma vez e com a movimentação da retirada de móveis, os clientes ficaram revoltados. “Comprei um sofá de R$ 3 mil, que não foi entregue. Já tinha comprado outro, que passou o prazo de entrega e a loja ofereceu de trocarmos por esse último”, reclamou a dona de casa Vanessa Chagas, 33.
Na porta principal, foi colocado um cartaz com o telefone do advogado da empresa com os dizeres: “Fechado para balanço”.
A sapateira Daiane Machado, 29, é outra consumidora que ficou inconformada com a situação. “Gastei R$ 2.700 em um sofá e, como a entrega está um mês atrasada, liguei para esse advogado que disse que os donos da loja estão sem dinheiro”, afirmou.
Antes de atingir esse ponto crítico, o atraso já era um problema frequente na loja, segundo os clientes. Durante o tempo que a reportagem do Comércio esteve no estabelecimento, algumas pessoas que desconheciam a atual situação da empresa procuravam a loja para realizar compras.
A Polícia Militar e o Procon estiveram terça e ontem na loja para acompanhar os procedimentos e orientar os clientes. Segundo o diretor do Procon, Willian Karan, as pessoas que compraram na Rofaso devem entrar em contato com o órgão. “O Procon fará uma representação junto ao Ministério Público para proteger o direito dos consumidores. Resguardar o que consumidor já pagou, com juros e correção monetária, é primordial”, disse o diretor.
A reportagem do Comércio da Franca tentou entrar em contato com os proprietários da Rofaso por meio do advogado da loja, que disse que passaria para os responsáveis os contatos da reportagem, mas não houve retorno até o fechamento desta edição.
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