Preço do álcool sobe R$ 0,30 da noite para o dia. De novo


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Placa em posto de combustível de Franca anunciava, ontem, álcool e gasolina mais caros: chuva é apontada como a culpada
Placa em posto de combustível de Franca anunciava, ontem, álcool e gasolina mais caros: chuva é apontada como a culpada
O litro do álcool nos postos de Franca amanheceu mais caro nesta quarta-feira. E não foi pouco. Na maioria dos casos, o reajuste chegou a R$ 0,30. Até a noite de terça-feira, a média de preços na cidade era de R$ 2,35 o litro do combustível. Ontem a reportagem do Comércio encontrou valores de até R$ 2,69. E como a gasolina tem em sua composição 27% de álcool anidro, ela acabou subindo também. Na média, R$ 0,10. 
 
Esta é a segunda vez que o preço do álcool é reajustado em menos de dois meses. O último aumento registrado pelo Comércio foi há cerca de um mês, no dia 2 de outubro, quando o litro já havia subido R$ 0,40.
 
A explicação para este novo aumento, segundo o presidente do Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo) de Franca, Marcos Antônio do Nascimento, vem das usinas produtoras de álcool. “Segundo as distribuidoras, as usinas estão enfrentando dificuldades por causa das chuvas, que afetam as estradas rurais por onde a cana é escoada. O ritmo de produção caiu um pouco e, para piorar, a demanda por álcool vem aumentando”, disse. 
 
Marcos Nascimento afirmou que o reajuste para os postos foi repassado pelas distribuidoras há uma semana. “O aumento veio no dia 30. Ainda tentamos segurar, mas não teve como. Não foi apenas Franca que sofreu com o aumento, mas todas as cidades do Estado de São Paulo.” Em Ribeirão Preto, os reajustes aconteceram antes do Dia de Finados. 
 
Para o presidente do Sincopetro, é melhor os consumidores preparem os bolsos, porque novos reajustes não estão descartados. “Na atual conjuntura econômica do país, não temos como dar certeza de nada. O que sabemos é que, em algumas regiões, o preço da gasolina, por exemplo, já superou os R$ 4.”
 
Quem reclamou muito foram os motoristas, pegos de surpresa. “Meu marido está desempregado e sou eu que tenho que dar conta de tudo. Preciso levar e buscar os meninos na escola todos os dias e ainda ir trabalhar no Centro. É mais um gasto para a gente que já está apertado”, disse a vendedora Francisca Lemos Silva, 34, do Portinari. 

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