Tristeza e indignação na despedida


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Cemitério Santo Agostinho recebeu parentes e amigos das vítimas do acidente de trânsito
Cemitério Santo Agostinho recebeu parentes e amigos das vítimas do acidente de trânsito
O domingo, 1º de novembro, amanheceu carrancudo em Franca. O dia chuvoso ficou ainda mais triste e carregado devido a morte violenta das três jovens.
 
Centenas de pessoas, talvez milhares, passaram pelo velório São Vicente. Tristeza, lágrimas, indignação e incredulidade foram os sentimentos que predominaram. O jovem César Eduardo Gonçalves, 16, que escapou da tragédia, esteve lá. Com a perna direita inchada, a única lesão visível, ele foi amparado por amigos e familiares. Sentado em um banco no velório, ele viu as imagens do acidente pelo celular de um amigo. Parecia não acreditar. Disse que não se lembrava de detalhes. E, mesmo com dificuldades para andar, acompanhou os enterros.
 
As três vítimas fatais foram sepultadas quase que simultaneamente no Cemitério Santo Agostinho. Eram 9h48 quando o caixão com o corpo de Carolina Rodrigues Borges, 20, foi enterrado. No mesmo horário, e a poucos metros da quadra, familiares viram pela última vez o corpo de Bruna Cintra Justino, 20. Mariana Luiza de Sousa, 19, foi sepultada ao lado de Bruna.
 
A auxiliar de produção Gabriela Oliveira é amiga das mães de Mariana e Carolina desde jovem. “Acompanhei a gestação, vi o nascimento das duas e toda a trajetória. Eu vi a Adriana arrumando a bolsa de roupas para ganhar a Carolina. Agora, a vi pegando a roupa para enterrar a filha”.
 
José Carlos Justino, pai de Bruna, também parecia não acreditar na morte de uma segunda filha por acidente em cinco anos. ”É uma coisa que a gente jamais espera que vai acontecer. O lógico seria o filho enterrar o pai, não o pai enterrar o filho”.
 

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