O domingo, 1º de novembro, amanheceu carrancudo em Franca. O dia chuvoso ficou ainda mais triste e carregado com o impacto da morte violenta das três jovens, vítimas de acidente de trânsito na avenida Paulo VI, na madrugada de sábado.
Centenas de pessoas, talvez, milhares, passaram pelo velório São Vicente. Tristeza, lágrimas, indignação e incredulidade foram os sentimentos que predominaram na hora do adeus. O jovem César Eduardo Gonçalves, 16, o passageiro do carro que conseguiu escapar da tragédia com ferimentos leves, esteve presente. Com a perna direita inchada, a única lesão visível, ele foi amparado por amigos e familiares. Sentado em um banco no velório, ele viu as imagens do acidente pelo celular de um amigo. Parecia não acreditar no que aconteceu. Disse que não se lembrava de detalhes. Mesmo com dificuldades para andar, acompanhou os sepultamentos.

O jovem César Eduardo Gonçalves esteve presente no velório e sepultamento das amigas
Cairo César Cruz, 23, que dirigia o veículo e sofreu lesões graves, permanece internado. A Santa Casa não divulgou informações sobre o seu estado de Saúde.
As três vítimas fatais foram sepultadas quase que simultaneamente no Cemitério Santo Agostinho. Eram 9h48 quando o caixão com o corpo de Carolina Rodrigues Borges, 20, começou a ser enterrado. No mesmo horário, e a poucos metros da quadra, familiares viram pela última vez o corpo de Bruna Cintra Justino, 20. Mariana Luiza de Sousa, 19, foi sepultada ao lado de Bruna. Eram 10h03 quando todos os corpos já estavam enterrados. Só restavam saudades e histórias das três jovens.
A auxiliar de produção Gabriela Oliveira é amiga das mães de Mariana e Carolina desde a adolescência. Mantinha relação próxima com as famílias e estavam sempre juntas. Ela estava inconsolável. “Desde os meus 13 anos, as mães saiam juntas. Acompanhei a gestação, vi o nascimento das duas e toda a trajetória delas. Foi uma luta para criar essas duas meninas. A ficha ainda não caiu. Eu vi a Adriana arrumando a bolsa de roupas para ganhar a Carolina. Agora, a vi pegando a roupa para enterrar a filha. Não dá para acreditar. É uma perda muito grande, a dor é inexplicável”.
José Carlos Justino, pai de Bruna, também parecia não acreditar na morte de uma segunda filha por acidente de trânsito em cinco anos. “É uma coisa que a gente jamais espera que vai acontecer. O lógico seria o filho enterrar o pai, não, o pai enterrar o filho. É uma dor muito grande. Só Deus mesmo para nos dar força”.

Carolina Rodrigues Borges, de 20 anos - Foto: Reprodução-Facebook

Mariana Luiza de Sousa, de 19 anos - Foto: Reprodução/Facebook

Bruna Cintra Justino, de 20 anos - Foto: Reprodução/Facebook
Redes sociais
Nenhum outro assunto despertou tanto a atenção na cidade. Até as 10h30 de domingo, as notícias referentes à tragédia postadas no Portal GCN tiveram 353.356 mil acessos. Proporcionalmente, é como se todos os habitantes de Franca tivessem entrado no site. Nas redes sociais, também não se fala de outra coisa.
As manifestações de apoio e comoção se espalharam. “É a ficha não cai. Toda hora entro no seu perfil mais não consigo acreditar ...Que deus te receba de braços abertos que ele cuide de vc, pois agora vc virou um anjo tão lindo e meigo. Que Deus conforte o coração da família e dos amigos ... Esteja em paz, onde estiver”, postou Esthella Marques para a amiga Carol Rodrigues.
“Descanse em paz minha linnnnda! Hoje o céu esta em festa por receber você aí, uma menina mil grau, cheia de sonhos.. Foi tão triste a despedida.. Mas Deus sabe o que faz”, foi a mensagem de Nayara Bonacini para Bruna Cintra.
“Hoje meu Deus levo mais duas estrela pro céu nunca mais vou esquecer seu rosto suas palavras de ontem, teu sorriso, a Heloísa vai sempre te lembra em tudo. Só resta lágrimas agora e lembranças boas de você minha irmã ...sem palavras que Deus te leve em paz Mariana e Carol descase em PAZ ? #?luto”, postou Laura Rodrigues.
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