Acidentes de trânsito, tragédias nacionais


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O mês terminou ontem com mais uma tragédia em Franca. A morte de três jovens francanas em grave acidente na madrugada de sábado, 31, deixa claro que os números assustadores só crescem e estão a exigir um grande esforço não só das autoridades, mas também dos próprios condutores, para que a situação seja resolvida. Este esforço tem sido feito na Alemanha (cuja meta é fechar o ano sem acidentes fatais) e na Espanha (que reduziu consideravelmente o número de acidentes com vítimas em poucos anos, em índices próximos a 50%). No Brasil seguimos assistindo a tudo sem fazer nada. Em termos absolutos, nosso País é 4º do mundo com maior número de mortes no trânsito, ficando atrás somente da China, Índia e Nigéria. Os dois primeiros países possuem frota e população infinitamente superiores, enquanto na Nigéria a falta de estrutura e formação deficiente de motoristas é responsável pelos números negativos.
 
Os acidentes de trânsito são a principal causa de morte de jovens no mundo. Nas Américas, os traumatismos provocados pelos acidentes só matam menos do que homicídios e mais do que câncer. São a segunda causa de morte entre jovens de 18 a 24 anos no Brasil, atrás apenas dos homicídios. No geral, em 2009, o Brasil ocupava o quarto lugar no ranking de acidentes de transporte terrestre na região do Mercosul. Hoje está na segunda colocação. A taxa de mortalidade, que era de 18,3 mortes por cem mil habitantes, subiu para 22,5 mortes no mesmo grupo. As únicas fontes a respeito dos números são o Ministério da Saúde (42.266 óbitos em 2013 e 201.000 feridos hospitalizados em 2014) e o Seguro DPVAT (em 2014, foram 52.200 indenizações por morte e 596.000 por invalidez). Como se pode ver, é uma grave situação que merece maior atenção de nossas autoridades.
 
É necessário que os próprios condutores de veículos automotores (caminhões, ônibus, carros, motocicletas e motonetas) sejam conscientizados do perigo a que estão expostos (colocando em risco a sua vida e a de terceiros) caso não se portem com cautela na direção de automóveis. Do contrário, continuaremos acompanhando fatos tristes como a morte de três garotas que tinham ainda uma vida inteira pela frente. De acordo com estatísticas oficiais, a grande maioria dos acidentes de trânsito é causada por falha humana: desatenção, imprudência e imperícia são apontadas como causadoras de desastres. Só um número muito pequeno é provocado por falhas estruturais, dos veículos ou da faixa de rolamento. Por isso, a conscientização dos motoristas é o primeiro passo para reduzirmos este índice. Ou seja, caso não haja mudança de atitude dos condutores, ainda teremos um longo e doloroso caminho para resolvermos esta gravíssima questão.
 
 
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