Particulares definem reajuste e devem subir até 12%


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Alunos do Colégio Monteiro Lobato- COC assistem à aula de inglês dada pela professora Karen Maquiavelli; escola investiu em novas salas
Alunos do Colégio Monteiro Lobato- COC assistem à aula de inglês dada pela professora Karen Maquiavelli; escola investiu em novas salas
Fim de ano chegando e os pais e alunos já começam a preparar o bolso para o aumento das mensalidades escolares de 2016. Em Franca, o reajuste deve variar entre 9,5% e 12%. A cidade, segundo o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo (Sieeesp), possui 107 escolas particulares do maternal ao ensino médio, com aproximadamente 18 mil alunos.
 
De acordo com a lei que regulamenta o reajuste da mensalidade escolar (Lei nº 9.870), não há um índice a ser seguido pelas escolas e o aumento fica a critério de cada instituição. No entanto, o valor do reajuste deve estar de acordo com as despesas da escola e só poderá ser realizado uma vez no período de 12 meses.
 
Com mais de mil alunos, o colégio Objetivo Alto Padrão reajustou as mensalidades em 9,6%. Segundo Alessandra Oliveira Rodrigues, do departamento de marketing da escola, o valor do reajuste seguiu o que determina a lei e, mesmo com as variações de custo com pessoal e custeio, ficou abaixo do índice da inflação.
 
O Colégio Monteiro Lobato - COC Franca, Fundação Educandário Pestalozzi e o Colégio Jesus Maria José, alteraram os valores das mensalidades em 11%. 
 
Investimentos, manutenção e a inflação, que neste ano está estimada em 9,7%, de acordo com o relatório de mercado do Banco Central, foram fatores utilizados nos cálculos para o reajuste. “O aumento é baseado nos custos que temos com funcionários, manutenção da escola, além de todos os investimentos que realizamos. Nesse ano a inflação cresceu bastante, assim como itens básicos como energia e água, e esse foi o mínimo que conseguimos”, disse o superintendente administrativo do COC, Neivaldo Hákime Dutra.
 
O Colégio Aguillar prevê aumentos entre 11% e 12% em suas mensalidades, dependendo do ciclo escolar em que as crianças ou adolescentes estiverem matriculados. Segundo a diretora da escola, Marlene Fernandes, mesmo com o reajuste a escola trabalhará em 2016 com orçamento apertado devido ao aumento considerável nos custos de manutenção da unidade.
 
O Novo Colégio alterou em 9,5% seus preços. De acordo com o diretor da escola, Fábio Willyan Grillo, o valor também não será suficiente para cobrir o aumento dos custos. “O custo nesse ano foi bastante elevado, mas optamos por não repassar tudo para os pais, pois seria inviável, principalmente pelo atual momento econômico vivido pelo nosso país”, disse.
 
O Colégio Toulouse-Lautrec manteve o padrão das outras escolas e reajustou as mensalidades em 11,57%. De acordo com Renata Torres Fonseca, do departamento financeiro, os valores também foram baseados nos custos da escola, investimentos e manutenção. Os colégios Caetano Caprício, Liceu, Samaritano e Pessoa não informaram qual será o reajuste aplicado nas mensalidades para o próximo ano.
 
Cálculos
Segundo o presidente do Sieeesp, Benjamin da Silva, o reajuste das mensalidades nas escolas é regulamentado por lei, mas cada uma determina o valor de acordo com seus gastos. “Com certeza o reajuste aplicado não será menor que a inflação desse ano e ultrapassará os 10%, se as instituições fugirem desse valor terão problemas no futuro”, disse.

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