O livro Cartas e Crônicas, de 1966, não é uma publicação qualquer. Do espírito Humberto de Campos, entre outros de sua autoria que chegaram aos encarnados pela psicografia do médium mineiro Chico Xavier, e sob edição da FEB (Federação Espírita Brasileira), alguns, como este, assinados Irmão X por questões de direito autoral, revolve-nos não só os sentimentos, mas a curiosidade por revelações do Outro Mundo.
O importante, todavia, não é a simbiose genérica entre as cartas e as crônicas de seu conteúdo, que lhe dão a qualidade, mas sim, a força das ideias que suscita. No capítulo quatro, por impressionante exemplo, o autor, em resposta a um consulente preocupado com a sobrevivência além do túmulo, ofereceu a resposta cujo título se empresta ao presente texto.
Transmitida ao mundo físico originalmente de forma avulsa, quando foi publicada — ainda que sem a pretensão de contribuir para a construção de um livro —, a mensagem interdimensional causou grande impacto, fosse pelo inusitado do conceito, fosse pela maneira inesperada com que o autor espiritual tratou a resposta que oferecia.
Segundo Campos, se relativamente às demais injunções das nossas vidas, estamos, todos, conscientes do regime do ‘depende’, com relação à morte, pesa-nos a certeza de que o evento virá de maneira absoluta, independentemente de como nos tenhamos comportado.
A mensagem recomenda uma série de providências que devemos tomar para que, chegada a hora extrema, estejamos convenientemente preparados.
Que comecemos por combater em nós mesmos os pequenos vícios como o costumeiro aperitivo que antecede o prato extravagante, o cigarro que preenche horas vazias, o sem-número de preocupações inúteis, a sexolatria, a língua ferina.
Uma análise da própria carta de Irmão X será de grande utilidade àquele que se preocupa com o que o aguarda na Dimensão do Espírito.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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