Será que eles creem mesmo em tudo isso?


| Tempo de leitura: 2 min
Nos últimos dias, uma série de entrevistas com integrantes do PT (Partido dos Trabalhadores) tem tomado conta dos órgãos de mídia, tanto os tradicionais (TV, rádio e jornais) como portais de internet. E, em todas, a tentativa é de “colar” na oposição a pecha de golpista, simplesmente por defender o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Até a intimação de um dos filhos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva feita pela PF (Polícia Federal) altas horas da noite tem servido de munição contra todos os que criticam a situação atual do Brasil, numa crise sem precedentes e que enfrenta um vazio institucional por causa das turbulências políticas causadas pelo processo da Lava Jato.
 
Assim como quando tentaram fazer o Brasil acreditar que o mensalão seria uma peça de ficção (mesmo com a prisão de José Dirceu, José Genoino e João Paulo Cunha, três próceres do partido), o PT e seus aliados (como o PC do B) tentam transformar a mentira em uma verdade, repetindo-a à exaustão. O problema é saber se eles acreditam mesmo na tese que defendem ou se estão apenas interessados em manter as suas posições junto ao poder. Apenas algum ingênuo hoje crê que a defesa do impedimento da presidente seja uma tentativa de golpe, um atentado à democracia. O que se estranha é que estes mesmos que vão contra a opinião da maioria da população brasileira não façam a defesa igual quando se trata dos governos que defendem, como a Venezuela, Cuba ou Coreia do Norte (passando por algumas nações da África), onde não há democracia e os direitos individuais dos cidadãos são suprimidos. A falta de coerência dos que ignoram crimes graves, inclusive no Brasil, é uma clara demonstração de que se movem de acordo com as próprias conveniências.
 
Não se pode admitir que o discurso de Luiz Inácio Lula da Silva defendendo o impeachment de Fernando Collor de Mello (que ocorreu em 1992) ou Fernando Henrique Cardoso (o pedido nem chegou a prosperar no Congresso) não sirva agora para Dilma Rousseff, que não teve as contas aprovadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União), depois de mentir descaradamente na campanha que lhe deu a reeleição. Além disso, a investigação da Lava Jato descobriu um esquema fraudulento que atacou os cofres da Petrobras para irrigar contas de partidos políticos, agentes públicos, doleiros e lobistas. As suspeitas batem às portas do Planalto, já que as propinas teriam abastecido os cofres das duas campanhas de Dilma. Por tudo isso, será que os defensores da presidente acreditam mesmo na inocência de Dilma, de Lula, do PT e dos seus aliados? Ou então estão tentando salvar as próprias peles?
 
 
email opiniao@comerciodafranca.com.br
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários