Dirigente divulga destino de alunos do ciclo único


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Para a dirigente Maria Luiza Machado a reorganização  das escolas é necessária para a ‘evolução da educação’
Para a dirigente Maria Luiza Machado a reorganização das escolas é necessária para a ‘evolução da educação’
A diretora regional de ensino, Maria Luiza Machado, divulgou ontem o destino de milhares de alunos da Rede Estadual de Ensino que estão nas escolas que, a partir de 2016, atenderão apenas um ciclo de ensino. De acordo com a diretora, as oito unidades escolhidas para a mudança foram estudadas “minuciosamente”, incluindo as estruturas dos prédios que receberão os novos alunos. A reorganização, que passou seis unidades para o ciclo AF (Anos Finais), que atenderão apenas estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental, e duas para o ciclo EM (Ensino Médio), gerou revolta de professores, pais e alunos, que são contrários à modificação.
 
Dos novos destinos apontados pela diretora (confira quadro nesta página), apenas os estudantes dos anos finais da Escola Estadual “Torquato Caleiro” percorrerão, de acordo com medição realizada pelo Google Maps, mais de 1,5 quilômetro de distância caminhando para chegar à nova escola (“Capitão José Pinheiro de Lacerda”), sendo preciso andar 1,7 quilômetros para chegar ao endereço. 
 
“Toda mudança causa um impacto e, mesmo nesse caso, além do aspecto negativo mostrado pelos protestos e pela rejeição à mudança, também temos exemplos de escolas que passarão a atender apenas um ciclo e estão favoráveis à reorganização. A longo prazo, tenho a convicção de que todos poderão comprovar como essa mudança será melhor para a educação”, disse Maria Luiza.
 
Como exemplos de resultados positivos, a diretora regional cita a reorganização realizada em 1995, quando alunos dos Anos Iniciais (AI) do ensino fundamental foram separados dos outros ciclos e hoje estão adaptados e, através de índices como o do Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo), demonstram que a alteração foi benéfica.
 
“No início também houve esse estranhamento e esse impacto negativo, mas hoje todos estão adaptados”, disse a dirigente.
 
Dúvidas
Apesar da visão positiva da dirigente, muitos pais, professores e alunos estão insatisfeitos com as mudanças. Para eles, a possibilidade de superlotação de salas, evasão escolar e a distância real das novas escolas são questões que poderão prejudicar o ensino. 
 
“Hoje temos uma resolução para determinar a quantidade de alunos em uma sala de aula e isso deve ser seguido. Quanto à evasão escolar, trabalhamos para evitar esse tipo de situação e os alunos e pais poderão solicitar a transferência para colégios próximos de suas casas se não concordarem com as unidades para a qual serão direcionados”, disse a dirigente.
 
Ainda de acordo com Maria Luiza, novos estudos devem ser realizados a partir dos questionamentos dos envolvidos nas mudanças, mas a possibilidade de que a decisão seja revista é improvável. “A reorganização foi realizada baseada em vários estudos, incluindo técnicos, que mostram a viabilidade da alteração. Vamos repassar os questionamentos, porém, apesar da possibilidade de voltarmos atrás existir, ela é pouco provável”, finalizou.
 
Uma grande reunião para explicar a reorganização acontecerá no próximo dia 14 de novembro com pais, alunos, professores e funcionários das escolas.

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