No envolto que a lágrima faz, tem o bálsamo que alivia.
Na certeza de um novo amanhecer, eu abraço o mundo agora.
Quero te ver outra vez, no encontro que alcança o céu.
Ouço então meu grito mudo, como gigante que adormece.
Os destroços de minha calma
Me despertam neste contêiner.
Vejo agora o azul do céu
que reluz e me faz crer.
Meus olhos são testemunhas das mais belas manhãs de outubro.
Engulo meu grito mudo, que embriaga e enlouquece.
Na esquina de uma saudade alivio a minha dor.
Se procuro e não te encontro,
Sempre busco em outras rotas,
Mas em meio ao desencontro,
a saudade é que bifurca.
Volto esmagando a dor, pois sei que o destino às vezes nos desnorteia.
O amanhã já é certeiro, tenho tempo de amar, tempo de refletir.
Soltar a brisa em meu rosto, que mais parece uma aspersão.
Sua presença contagia,
Faz-me sentir feito criança afagada em seus braços.
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