PC do B estrela a comédia partidária


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Foi assustador o programa partidário do PC do B (Partido Comunista do Brasil), aquele que ainda considera Cuba uma ilha da fantasia em meio ao “capitalismo selvagem” de quase todo o mundo, além de defender com unhas e dentes o regime autocrático e totalitário de Nicolas Maduro — que transformou a Venezuela numa num lugar onde faltam itens básicos como papel higiênico enquanto a turma do sucessor de Hugo Chávez se refestela e domina os três poderes que deveriam ser independentes. Lá, qualquer adversário de Maduro é acusado, condenado e preso sem qualquer prova, da mesma forma como ocorria na antiga União Soviética onde o desterro na gelada Sibéria era a menor das sentenças.
 
O PC do B fez uma ostensiva defesa da presidente Dilma Rousseff (PT) e do ex-presidente Lula, como se a situação atual do País não fosse grave, sem saída em curto prazo. A crise, ao contrário do que tentaram fazer parecer, não é passageira e muito menos reflexo de problemas externos. O Brasil caiu num buraco criado pela própria incompetência da equipe econômica de Dilma Rousseff. Quem acreditou nas promessas da presidente na campanha que a reelegeu vê hoje que analistas e a própria oposição estavam corretos ao apontar para uma situação crítica, que coloca o Brasil em recessão que não deve acabar antes de 2017.
 
O ‘partidão’ prefere voltar os olhos para os governos anteriores a Lula (há mais de 20 anos) do que mostrar a situação atual. Acontece que o PC do B integra a base aliada da presidente e, além disso, ganhou nacos do poder federal. Dizer que os movimentos para tirar Dilma do Palácio do Planalto são golpe contra a democracia é mais um lance desta comédia que deve se estender para os programas dos partidos que lutam para manter o próprio ‘status quo’ na Esplanada dos Ministérios. Hoje, quem está minimamente ciente da situação do País e dos lances da operação Lava Jato já não liga o ex-presidente Lula ao operário que foi eleito para suceder Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
 
O programa eleitoral apresentado no horário nobre da TV é uma peça de propaganda que lembra bem aquela feita pelo regime comunista da União Soviética e hoje é replicada na Coreia do Norte. Maquiar números, alterar dados e distorcer a realidade são armas dos que acreditam que existe a possibilidade de se criar uma realidade alternativa. Mas não há. O Brasil hoje enfrenta uma crise sem tamanho, a Petrobras foi assaltada por empreiteiros e agentes políticos, o ex-presidente Lula precisa explicar o seu enriquecimento e de familiares e Dilma perdeu totalmente a capacidade de governar: esta é a única realidade que o Brasil enfrenta. O resto é obra de ficção.
 
 
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