Marvada pinga


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Causou alvoroço a informação publicada pelo Comércio de que os vereadores torraram R$ 160 mil com viagens este ano. Os políticos se revoltaram, mas, no íntimo, admitem que resultado prático das andanças é mínimo. Com raras exceções, as turnês não rendem mais do que fotos no Facebook ao lado de autoridades ou diante de monumentos históricos, como a Catedral de Brasília, além de promessas de recursos que, raramente, se concretizam. Em muitos casos, o dinheiro viria de qualquer jeito. Com ou sem o empenho deles. É normal um deputado liberar emendas parlamentares de suas cotas e dar o crédito da “conquista” ao vereador como forma de valorizá-lo. Engler, Ubiali e Gilson sempre procuraram prestigiar seus cabos eleitores. Faz parte do jogo.
 
Quem conhece um pouco os bastidores da Câmara sabe que pelo menos três vereadores, que andam mal das pernas, contam com as sobras das diárias para complementar os salários. Para isso, procuram hotéis mais baratos cuja diária não passa de R$ 100. Outra estratégia é não gastar com o jantar e ratear uma pizza de R$ 40 no quarto. É conhecida a história de um vereador que não quis entrar na vaquinha, alegando estar sem fome, mas que atacou uma fatia quando a guloseima chegou. Com a economia, conseguiu comprar uma sandália para presentear sua mulher.
 
Episódios recentes comprovam que os vereadores não são tão zelosos como eles dizem ser. Em 2013, Pastor Otávio (PTB), Nirley de Souza (DEM) e Valéria Marson (PSDB) usaram recursos públicos para bancar a participação deles em evento de promoção pessoal. Denunciados, foram obrigados a assinarem um acordo com o Ministério Público para não serem processados. O episódio ficou conhecido como a “farra das medalhas”. Pagaram uma multa de R$ 500 e devolveram em torno de R$ 1 mil cada.
 
Na reunião da última terça-feira, convocada às pressas na sala da presidência, Laercinho (PP) negou que haja abusos e disse que a verba que recebem é “a conta”, pois os preços em São Paulo são muito caros. Eis, que Pastor Otávio cometeu o pecado de entregar o colega diante dos vereadores e jornalistas: “Fica caro por causa da pinga”. Não foi desmentido. A dose da cachaça no restaurante que frequentam na Capital custa ao menos R$ 30. É por essas e outras, que os nobres parlamentares resistem à ideia de apresentar notas fiscais dos gastos em viagens. 

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Hora da verdade: O jornalista Corrêa Neves Júnior, que disputou as eleições para deputado federal pelo PV, foi convidado pelo ministro das Cidades, Gilberto Kassab, e aceitou o convite para se filiar ao PSD. O partido pretende lançar uma chapa de vereadores competitiva e construir uma coalização de forças capazes de mudar o rumo de Franca nas próximas eleições. Corrêa Júnior diz que se empenhará neste processo, o que não implica dizer que será candidato.

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Cabo eleitoral de peso: Jépy Pereira (PSDB) quer ver qualquer um na presidência da Câmara em 2016, menos o desafeto Marco Garcia (PPS). Primeiro, tentou emplacar o nome de Cordeiro (PSB). Ao ver que não decolou, decidiu apoiar Valéria Marson (PSDB), com quem passou o mandato brigando. Alexandre Ferreira (PSDB) vetou a ideia.

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Espião: Um simpático tucano de bico grande está morando nos arredores da Câmara. Na semana passada, ele pousou na janela do gabinete de Marco Garcia. Anteontem, ficou assistindo à sessão pela vidraça do plenário. Imagino que esteja a serviço do prefeito.

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É é é é é é, de três: A contratação de Nezinho vai mexer com a torcida e atrair a atenção para o nosso basquete. Fazendo um paralelo com a política, é quase o mesmo que Gilmar Dominici se filiar ao PSDB. 
 
 
Edson Arantes
jornalista - edson@comerciodafranca.com.br
 
 

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