Polêmico, raçudo e vencedor. Líder em quadra e querido pelos clubes por quais passou. Só em Franca Nezinho é odiado pela maioria dos torcedores. Talvez por ter vencido inúmeros ídolos locais no basquete. Ninguém imaginaria que seu caminho, um dia, iria se fundir ao do clube. Sem time desde o fechamento de Limeira e livre no mercado, a diretoria francana viu em Nezinho a liderança que falta no atual plantel.
A presença do técnico Lula Ferreira foi fator determinante para a vinda do armador. Revelado no COC/Ribeirão, o treinador foi responsável por lançar o então garoto de apenas 19 anos no time profissional. No rival, os dois construíram uma história vitoriosa e ao mesmo tempo amarga para os francanos. Em Ribeirão, a dupla conquistou o pentacampeonato paulista (2001, 2002, 2003, 2004 e 2005) e ainda sagrou-se campeão brasileiro em 2003.
Com o fim da equipe do COC/Ribeirão em 2006, Nezinho se transferiu para Brasília em 2007 e foi parte importante na primeira conquista da equipe em um campeonato brasileiro. O título veio diante de Franca, em pleno ginásio Poliesportivo. Depois da final do Nacional, as paredes dos vestiários dos visitantes foram pichadas pelos jogadores candangos em provocação ao time local.
Nezinho protagonizou diversos embates dentro de quadra com o “queridinho dos torcedores francanos”: Helinho. Na despedida do camisa 10, hoje aposentado, Nezinho chegou a reverenciar o rival. Agora do mesmo lado, Nezinho sabe que não terá o apoio de todos, mas deverá se empenhar para escrever um capítulo positivo e a favor dos francanos.
Como é vir jogar em Franca?
Vai ser uma experiência bacana e muito legal. Claro que tem a questão da rivalidade e todas outras coisas que passei por aí, mas são coisas do esporte e levo de uma maneira boa e sadia. A torcida de Franca tem essa característica, ou seja, sempre apoiar o seu time e nesses momentos eu estava do outro lado. Agora do mesmo lado, acredito que será muito bom e algo maravilhoso.
Como você acha que será a recepção com o torcedor?
Acredito que será boa e da melhor maneira possível. Claro que ninguém vai agradar a todos e não tenho essa pretensão. Quem sou eu para querer agradar a todos. Mas, estarei aí para tentar fazer o melhor basquete de toda minha carreira. Para isso e com a cabeça boa, espero que todos aí possam estar ajudando em prol do Franca Basquete.
O fato de Lula Ferreira estar em Franca pesou?
Com certeza. Tenho muita admiração por ele. É um cara que me deu espaço e oportunidade para jogar basquete. Sempre acreditou no meu potencial, mesmo no início quando tinha lá meus 19 anos e isso pesa bastante.
Em Limeira, você esteve em Franca e acompanhou o time local. O que falar do elenco?
Mostrou ser um time aguerrido, onde todos os jogadores estão querendo buscar seu espaço. O mais importante é pegar o ritmo, o conceito e o brilho de Franca, que é estar sempre brigando por vitórias.
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