O brasileiro, nos dias de hoje, vem sofrendo com a crise econômica que tomou conta do País nos últimos dois anos. O desemprego explode, a inflação cresce, o câmbio impacta em todos os setores da nossa economia e não há, pelo menos em curto prazo, qualquer indicação de que o Brasil conseguirá sair desta situação sem maiores transtornos ao setor produtivo. Passando por tudo isso, todos nós só esperamos que os representantes eleitos se sensibilizem e busquem além de uma resposta à crise, agir dentro do que se espera daqueles que deveriam cuidar do dinheiro dos nossos impostos. Somos nós que pagamos os seus salários e benefícios. Ou seja: somos nós os patrões. Mas, mesmo assim, continuamos ignorados, deixados de lado, abandonados por quem deveria cuidar do nosso bem estar. Isto ocorre em todos os níveis, no Poder Executivo e Legislativo.
Enquanto cobramos transparência e responsabilidade no trato com as verbas públicas, vemos que ainda há aqueles que não se importam em gastar sem que haja qualquer resultado prático em benefício dos que mais precisam. De acordo com reportagem do Comércio, publicada no último domingo, os vereadores da Câmara Municipal de Franca também consideram o dinheiro do contribuinte como se deles fosse. Caso contrário, não teriam gasto quase R$ 160 mil em viagens apenas em 2015: 13 dos 15 vereadores (Valéria Marson e Donizete da Farmácia são exceções) utilizaram o pretexto de lutar por recursos para o município para receberem diárias por viagens. Sem qualquer controle, fiscalização ou limite de gastos, não há como saber nem mesmo se os recursos liberados, de fato, foram usados para custear despesas da viagem.
Como se pode perceber, inexiste transparência neste tipo de gasto. O vereador não precisa comprovar se efetivamente utilizou a verba liberada ou então apresentar os resultados das estadias em Brasília ou São Paulo (principais destinos dos legisladores francanos). Trata-se de uma grande desfaçatez com a comunidade, pois não cabe ao vereador buscar verbas e investimentos junto aos governos federal e estadual. Mesmo não fazendo o que lhes compete, como impedir que o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) utilize o seu mandato como carta branca para permitir ilegalidades e irregularidades, os vereadores francanos ainda utilizam argumentos pífios para viajar, gastar o dinheiro do contribuinte e nada apresentar de concreto. É algo que não se pode aceitar. Precisamos exigir maior seriedade e responsabilidade daqueles que deveriam nos representar e defender. Hoje eles não estão fazendo nada disso.
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