Após 21 dias de paralisação, greve acaba e bancos voltam ao normal hoje


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Bancários de Franca participaram de assembleia no início da noite de ontem, no meio da rua José Bonifácio, no Centro
Bancários de Franca participaram de assembleia no início da noite de ontem, no meio da rua José Bonifácio, no Centro
Após 21 dias com os braços cruzados, os bancários de Franca seguiram orientação do comando nacional e decidiram encerrar a greve que vinha causando transtornos para a população desde o começo do mês. Durante assembleia realizada diante da sede do sindicato, na área central, no início da noite de ontem, a categoria aceitou a proposta dos bancos de reajuste de 10% nos salários, benefícios e participação nos lucros. Também foi aceita a correção de 14% no vale-refeição e na cesta-alimentação. Com o fim do movimento, a promessa é de que o atendimento nos bancos volte ao normal nesta manhã.
 
Cento e vinte bancários participaram da assembleia. Com tanta gente, não foi possível fazer a reunião no salão do sindicato e os participantes resolveram decidir os rumos do movimento grevista no meio da rua José Bonifácio. O presidente da entidade, Edson Roberto dos Santos, fez um resumo das negociações salariais e afirmou que o limite havia sido atingido e que não era mais possível evoluir nas negociações. “Não concordamos com o índice, a gente queria 16%, mas não temos força para buscar proposta melhor. Estamos defendendo a proposta de 10% que nos foi oferecida. Infelizmente, não tem como evoluir.”
 
Após o sindicalista fazer uma breve explicação do desenrolar das negociações salariais em nível nacional, a proposta foi submetida à apreciação da categoria. Cem bancários votaram pelo fim da greve. Outros 16 queriam que o movimento continuasse, enquanto quatro trabalhadores preferiram se abster. Prevaleceu a opinião da maioria e, por volta das 19h20, foi anunciado o fim da paralisação. “Foi uma campanha duríssima, ímpar, mas a sensação é do dever cumprido. Conseguimos avanços importantes. Agora, estamos rezando para filhos da mãe dos banqueiros ganharem muito dinheiro para mantermos nossos empregos”, finalizou o presidente do sindicato.

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