Aposentado e dona de casa morrem afogados na região


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Ilba Gabellini morreu quando nadava no Rio Sapucaí
Ilba Gabellini morreu quando nadava no Rio Sapucaí
O final de semana foi trágico na região de Franca. Mais duas pessoas morreram afogadas: o francano aposentado Anésio José Lourenço, 72, em Miguelópolis, e a dona de casa Ilba Batista Gabellini, 59, em Igarapava. As circunstâncias serão apuradas pela Polícia Civil.
 
A morte de Lourenço, que residia na Vila Europa, em Franca, aconteceu no início da tarde de domingo, na ‘prainha’ artificial da represa de Miguelópolis. Segundo familiares que estavam com ele, o idoso mergulhou e não voltou. “Foram buscá-lo e o levaram até a margem. Tentaram socorrâ-lo, mas já era tarde. Ele engoliu muita água”, contou um genro da vítima.
 
Lourenço foi levado para o Pronto-socorro da cidade, onde sua morte foi constatada. No boletim de ocorrência registrado na delegacia de Miguelópolis e, de acordo com relatos da família, ele fazia parte de uma excursão e passaria o dia na prainha.
 
O corpo de Anésio José Lourenço foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) de Ituverava e, ainda no domingo, liberado. Seu velório, no Jardim Aeroporto, foi marcado pela emoção. “Ele estava acostumado a nadar em represas da região. Não sabemos o que aconteceu”, disse o genro. Com trabalhos da funerária Tedesco, o aposentado foi sepultado na tarde de ontem no Cemitério Santo Agostinho. Ele deixa a mulher, cinco filhos e oito netos.
 
Já por volta das 16 horas, em Igarapava, o rio Sapucaí fez outra vítima. A dona de casa Ilba Batista Gabellini, moradora da cidade, também morreu afogada após tentar chegar ao outro lado do rio. Ela foi retirada da água por seu marido e amigos do casal.
 
Ainda não se sabe o que aconteceu para que Ilba, minutos após entrar na água, aparecesse boiando. Por isso, nos próximos dias, o delegado Jucélio de Paula Silva Rego, deverá ouvir familiares e testemunhas que estavam com a mulher. “Pelo que já foi apurado, a vítima teria feito uma feijoada. Ainda não sabemos se ela comeu antes de nadar. Só os exames médicos podem apontar o que realmente ocorreu”, disse Jucélio. 
 
A dona de casa foi enterrada na tarde de ontem no cemitério de Igarapava.
 
Outras mortes
Os dois casos do final de semana fizeram o número de ocorrências do tipo aumentarem. Nos últimos 22 dias, seis pessoas morreram afogadas em represas de Rifaina, Miguelópolis, São José da Barra (MG), Estreito e Igarapava. A primeira morte foi no dia 5 de outubro. A jovem Rosaline Maria da Silva, 22, morreu após se afogar na represa Jaguara, em Rifaina, perto da ponte que liga os Estados de São Paulo e Minas Gerais.
 
No dia 8, Moises Oliveira dos Santos, 18, que residia em Ribeirão Preto, morreu na represa da usina de Estreito, em Pedregulho. O rapaz estava na companhia de um irmão e dois amigos e não conseguiu atravessar o rio.
 
O estudante Arthur Ferreira Maia Severino, 19, foi a vítima do dia 17 de outubro. Ele morreu afogado na região de São José da Barra (MG). O local é conhecido por conter lagos de Furnas. Ele estava com amigos e tentou atravessar a represa nadando.
 
Em Miguelópolis, no dia 18, Ericles Tadeu Camargo, 18, morador de Barretos, se afogou na prainha artificial e morreu antes de receber atendimento.
 
 

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