Lemos no caderno ‘Ciência’, da Folha de S. Paulo, edição de 12 de agosto deste ano, que cientistas que lideram um projeto denominado ‘Gama’, observaram que galáxias, em longitudes de onda diferentes, como as infravermelhas ou as ultravioletas, estão em declínio, evidenciando que o Universo está morrendo. Segundo o estudo, tudo vai se transformando em ‘matéria escura’, ainda desconhecida pela ciência.
Acalme-se, você que me lê. Isso demandará alguns trilhões de anos. Enunciam também os estudiosos que a matéria vai se convertendo em energia, exatamente como demonstrara Einstein em sua equação sobre massa-energia, a mundialmente conhecida E=mc2. Como sabemos, a velocidade da luz é de 300 mil quilômetros por segundo. Elevada ao quadrado, qualquer quantidade de massa produzirá energia em gigantesca medida. Dizem ser impossível estimar-se a quantidade de energia que se originará da desmaterialização do Universo, mas, a constatação do fenômeno confirma também a sábia lei de Lavoisier, segundo a qual ‘na natureza nada se cria e nada se perde, tudo se transforma.’
Com efeito, os conhecimentos revelados pelo projeto ‘Gama’ demonstram, em última essência, que o universo não está morrendo, e sim, se transformando, ao menos quanto ao que se contém no espaço alcançado pelas observações dos pobres terráqueos.
Interessante registrar que o Espiritismo nos assegura que morte não existe jamais nas leis da natureza, senão pela decomposição dos corpos. Todos os inteligentes tijolinhos atômicos continuarão, infinitamente, sua existência.
O que há é vida em diferentes dimensões, e em número infinito de vibrações, o que propicia particularíssimos ambientes que respondem pela gradação crescente do processo evolutivo, conduzindo a tudo, da grosseria material ao destino final do espírito puro. Por isso disse o Mestre Jesus: ‘Há muitas moradas na casa do Pai’.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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