Velha tática dos incompetentes


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‘Uma mentira repetida mil vezes um dia acaba se transformando em verdade’: esta era a máxima aplicada pelo alemão Joseph Goebels, chefe da propaganda do regime nazista de Adolf Hitler. Nos dias de hoje, esta filosofia ainda encontra defensores, principalmente na classe política, que mente descaradamente para encobrir desvios, ações ilegais e em busca de mais um mandato. No Brasil, é prática comum mentir, atacar adversários e críticos e tentar esconder os malfeitos, como se não houvesse Justiça em nosso País. Atualmente, vemos o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tentando desmentir o que documentos provam: ele tinha contas na Suíça, abastecidas com dinheiro de propina desviado da Petrobras. O fato repete-se com vários outros políticos implicados na investigação da Lava Jato que tentam desmentir o que já foi confirmado com documentos.
 
Em Franca, o mesmo acontece com o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB). Sem dar qualquer explicação a respeito das inúmeras denúncias de que seu governo é alvo, inclusive com uma série de processos patrocinados pelo Ministério Público e aceitos pela Justiça, o chefe do Executivo francano ataca aqueles que não concordam com os seus desmandos e persegue servidores que falam a verdade. Além disso, mantém sob suas asas aqueles que são alvo de processos e até já tiveram os bens tornados indisponíveis por causa das robustas evidências de desvios e irregularidades. Nada faz, nada explica e só ataca, utilizando-se de uma tática recorrente dos incompetentes. Depois de atacar o Comércio (que não se furta de noticiar irregularidades), perseguir servidores que falam a verdade, Alexandre Ferreira elegeu um novo alvo, o promotor Paulo Borges, responsável por investigar denúncias que envolvem desvio de dinheiro público, autor das ações em que o prefeito aparece como réu.
 
Alexandre utiliza qualquer evento oficial para atacar aqueles que considera ‘inimigos’. Utiliza epítetos nada elogiosos para se referir a quem não concorda com as ilegalidades que comete. Desta feita, chamou Paulo Borges de “promotorzinho”, como se pode ouvir na gravação a que o GCN teve acesso. Uma atitude de quem não tem competência ou responsabilidade para gerir um município como Franca e que foi eleito num contexto de mentiras que nos colocam em um vácuo administrativo de quatro anos. Com certeza, mais para a frente, os seus atos certamente terão um julgamento justo, não apenas na Justiça, mas também nas urnas. Será a verdadeira paga para quem defende aqueles que o cercam, mesmo que tenham cometido crimes, e abandona o povo francano que lhe deu o mandato.
 
 
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