Coordenador de escola é acusado de deixar crianças de castigo no sol


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Escola Municipal ‘Rubens Zumstein’: Prefeitura diz que, se denúncias forem confirmadas, coordenador pode até ser demitido
Escola Municipal ‘Rubens Zumstein’: Prefeitura diz que, se denúncias forem confirmadas, coordenador pode até ser demitido
Um grupo de mães de alunos da Escola Municipal “Rubens Zumstein”, no Jardim Piratininga, acusa o coordenador da unidade de deixar as crianças, com idades que variam dos 6 aos 9 anos, de castigo embaixo do sol forte. 
 
O caso teria acontecido na última sexta-feira, dia 16. Segundo o relato das mães, alguns garotos estavam fazendo bagunça durante o recreio. Corriam pelo pátio e atrapalhavam as outras crianças. O coordenador da unidade teria pedido a eles que parassem. Como não foi ouvido, teria ficado irritado e decidido colocar todos os estudantes de castigo. “Meu filho contou que o coordenador começou a berrar. Mandou todo mundo sentar no sol e não se mexer enquanto ele dava um sermão”, contou a mãe de um menino de 7 anos.
 
Como na sexta-feira pela manhã estava muito calor, algumas crianças não aguentaram e começaram a passar mal. “Minha filha contou que sentiu uma forte dor de cabeça e muita moleza. Ela ficou assim o dia todo. Quando eu a questionei, ela me contou do castigo”, disse a mãe de outra aluna. 
 
O sol também acabou gerando queimaduras na pele das crianças que não estavam preparadas para enfrentar o sol forte. “Meu filho não soube dizer quanto tempo ficou no sol. Falou que foi quase o intervalo inteiro. Eu tomei um susto quando fui buscá-lo. Ele estava com o rosto e os braços inteiros vermelhos”, disse outra mãe. 
 
Revoltadas, as mães contam que procuraram a direção da escola, mas não foram recebidas. “A diretora mandou avisar que não poderia falar com a gente. Disse apenas que o coordenador teria sido afastado”, contaram.
 
Na verdade, segundo a Assessoria de Comunicação, o rapaz continua trabalhando normalmente. “Duas mães registraram queixa na Ouvidoria da Prefeitura. Abrimos uma sindicância para apurar os fatos. Mas até a conclusão das investigações, ele continuará trabalhando”, disse a Prefeitura, em nota.
 
Para as mães, o ideal seria que o coordenador fosse afastado do contato com os alunos. “Esta não foi a primeira vez que ele agiu de maneira autoritária. Há alguns meses, os meninos fizeram bagunça e ele deixou todos sem recreio durante dois dias”, contou uma das mães. 
 
Segundo elas, o problema não foi a punição, mas o exagero, que colocou em risco a saúde das crianças. “Nós sabemos que nossos filhos não estão certos ao fazerem bagunça, mas são crianças. Ele deveria estar preparado para lidar com situações como essas, mas mostrou que não está. O que ele fez foi crueldade.”
 
O Comércio tentou falar com o coordenador e com a diretora da unidade. Mas, nas três ligações feitas na tarde de ontem, informaram que ambos tinham saído para o almoço e ainda não tinham retornado. 
 
A Assessoria de Comunicação afirmou que, se comprovado o castigo abusivo, o coordenador poderá ser afastado de suas funções e até demitido. 
 
 

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