Secretaria Estadual anuncia nova escola integral em Franca, sem divulgar local


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A 12ª escola estadual em tempo integral de Franca já começará a funcionar no próximo ano; Estado só não disse em que bairro
A 12ª escola estadual em tempo integral de Franca já começará a funcionar no próximo ano; Estado só não disse em que bairro
A Secretaria da Educação de São Paulo divulgou ontem a ampliação do número de escolas de tempo integral para o próximo ano letivo. Das 39 unidades previstas para o Estado, uma será em Franca. A informação concedida, no entanto, é vaga quanto às diretrizes. Embora afirme que a unidade local terá capacidade para abrigar 300 alunos, a assessoria da Secretaria diz não ter informação sobre qual escola terá sua grade ampliada nem quantas vagas para docentes serão abertas, aqui, com a mudança.
 
“Neste primeiro momento, estamos divulgando a quantidade de escolas definidas para cada região. As informações que temos são: que Franca terá uma dessas escolas; que atenderá a 300 alunos da região; que foram abertas 700 vagas para os educadores da rede estadual de ensino (em todo o Estado) e que a distribuição dessas dependerá da demanda de cada escola”, afirmou a assessoria.
 
Ainda de acordo com as informações, essas escolas deverão oferecer estrutura com laboratórios, disciplinas eletivas e jornada de sete a nove horas e meia. “Levantamento feito pela Secretaria mostra que o rendimento dos alunos matriculados na modalidade aumentou até 81% em leitura e 71,1% em matemática. Os profissionais destas escolas adotam regime de dedicação exclusiva, totalizando 40 horas semanais”, concluiu.
 
Franca conta hoje com 11 escolas em regime integral e o anúncio da 12ª aparece em meio à polêmica gerada pela reorganização escolar, promovida pelo Estado, que entrará em vigor a partir do próximo ano. A proposta é reduzir o número de unidades com três ciclos de ensino (1º ao 5º do fundamental, 6º ao 9º do fundamental e ensino médio), aumentando a quantidade de escolas com apenas um. 
 
A medida implica no remanejamento de 1 milhão de estudantes para prédios distintos, de acordo com suas faixas etárias. No entanto, representantes da classe docente têm se manifestado contra o projeto.
 
“Não sabemos quais escolas vão fechar. Estamos no ar, sem saber quais escolas vão ser fechadas. Mas vai ter uma reação, assim como estão havendo os protestos em São Paulo e em todo lugar”, disse o diretor estadual da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo), Luiz Gonzaga. 
 
“Se a mudança acontecer, será uma tragédia. O Ensino Fundamental, por exemplo, que vai da 1ª a 9ª série, dá ao aluno a oportunidade de ter um ensino continuado, numa mesma escola, com professores que vêm trabalhando com uma coordenação pedagógica. Se o aluno se mudar, o ciclo é quebrado.” Os possíveis transtornos de pais que terão os filhos estudando em escolas separadas, como deslocamento, também foi apontado por Gonzaga.
 
 

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