A família de uma estudante de 20 anos pretende processar a equipe médica do Hospital Regional de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, pela morte de um bebê em decorrência da espera para realizar o parto.
A estudante procurou o hospital na quarta-feira, dia 14, devido a um sangramento, e ficou internada até o dia 16. A família relata que pediu a transferência dela para o hospital de Dourados, mas não foi autorizada. No sábado, dia 17, a estudante passou a sentir dores que se intensificaram no domingo (18), quando voltou a ser internada. “O batimento do bebê estava a 140 e ele estava com três quilos e seis gramas, pronto para nascer porque estava com 36 semanas. O médico falou para deixar minha filha internada tomando remédio para dor que na segunda-feira faria ultrassom. Na segunda não tinha mais batimento”, explicou a mãe da estudante.
Os médicos teriam dito que mortes assim "acontecem". "A gente confia, entrega nas mãos dos médicos e eles fazem isso, demoram muito, esperam para que o parto seja normal", desabafa a avó do bebê.
A equipe médica desejava que o parto fosse normal e não quis realizar uma cesariana. A polícia deve investigar o caso, que foi registrado como morte a esclarecer, segundo informações do site Correio do Estado.
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