O Ministério Público do Maranhão denunciou nesta terça-feira (20) o tipo de violência que ocorre dentro do complexo prisional de Pedrinhas. Tortura, assassinato, esquartejamento e até canibalismo são praticados pelos detentos, e quatro deles foram denunciados por terem praticado os quatro crimes contra um colega em 2013.
De acordo com as autoridades, Edson Carlos Mesquita da Silva foi brutalmente torturado e morto. Seu corpo foi esquartejado em mais de 50 pedaços, jogados em uma lixeira, e o fígado foi retirado e comido pelos autores do crime, membros de uma facção criminosa que atua na unidade.
Silva foi morto por ter se desentendido com um dos líderes de tal facção – ele foi julgado e condenado. “Foram [achados] vários pedaços. A cabeça foi despedaçada. Dias depois é que foi encontrada a arcada dentária, já em janeiro de 2014. Ela foi encaminhada para exame de DNA fora do Estado, mas até agora não foi divulgado o resultado”, disse o promotor Gilberto Câmara França Junior ao site Uol.
O inquérito foi aberto no ano passado para identificar o corpo. “No início surgiu um nome, que posteriormente identificamos ser outra pessoa: era um preso que estava registrado de maneira equivocada. Ele tinha fugido. Quando foi recapturado, deu outro nome”, disse o promotor. Familiares do preso foram chamados para realizar a identificação, que só possível graças à uma tatuagem com os dizeres: “Vitória, razão do meu viver”.
Os presidiários que mataram Edson são Rones Lopes da Silva, Geovane Sousa Palhano, Enilson Vando Matos Pereira e Samyro Rocha de Souza. Eles foram denunciados por homicídio qualificado por motivo torpe e sem direito de defesa da vítima.
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