Enquanto as eleições municipais de 2016 não chegam, outra disputa já está movimentando as redes sociais, escritórios de advocacia e corredores do Fórum. No dia 18 de novembro, os advogados de Franca vão escolher o novo presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). O eleito comandará a entidade, que reúne 2.196 profissionais, durante o triênio 2016/2018. O voto é obrigatório.
O prazo para as inscrições de chapas se encerrou na sexta-feira, 16, e a campanha eleitoral está a pleno vapor. A disputa colocará frente à frente dois candidatos. Atual tesoureiro, Marlon Cléber Rodrigues da Silva, será o representante da situação na chapa 1. A candidata da oposição será Patrícia Rocha Marchezin, que lidera a chapa 2.
As eleições serão realizadas na Casa do Advogado, das 9 às 17 horas, e todos os advogados têm de comparecer às urnas sob pena de serem multados em 20% sobre o valor que pagam de anuidade. “Só não pode votar quem está inadimplente ou que está suspenso dos quadros da OAB por infração ética. Além de escolherem a diretoria local, os advogados também vão eleger a nova diretoria da seccional estadual”, disse Ivan da Cunha Souza, presidente da OAB Franca. Serão dois tipos de votos: por meio de cédula, para a eleição municipal, e urna eletrônica na disputada estadual.
Marlon Cléber disse que sua principal proposta é preparar os advogados para que eles possam enfrentar os desafios de mercado. “Nossa intenção é que os profissionais se aprimorem cada vez mais, não só na questão do direito, das matérias, mas também no processo eletrônico e nas novas mídias.” Outra bandeira é transformar a Casa do Advogado numa unidade de apoio e assistência aos advogados. “Também pretendemos integrar mais o advogado com a sociedade. Temos que fazer uma gestão para defender a cidadania.”
Patrícia Marchezin disse que as eleições da OAB interessam, não apenas aos advogados, mas a toda a sociedade, pois a entidade tem “importante” função social. “Nosso foco principal será a defesa das prerrogativas dos advogados. Pretendemos renovar a OAB e torná-la mais representativa e efetiva. Também queremos colocar programas de respeito e valorizar dos honorários.”
Ela avalia que Ordem precisa se aproximar mais da sociedade e ouvir as demandas da população. “É preciso uma atuação efetiva na ética e no apoio ao jovem advogado, além de buscar a atualização. Também pretendo instalar a sala da OAB no Fórum em um local mais próximo da sala de audiência. Hoje, o local está inviável, ficou fora de mão. Simplesmente, é uma sala que a gente não usa”, completou.
O atual presidente da OAB disse que o principal desafio de seu sucessor será conseguir instalar a 3ª Vara do Trabalho em Franca por causa do aumento da demanda de serviços. “Nós, já conseguimos inserir na lei federal. O próximo presidente terá de brigar muito em Brasília para aprovar a lei e trazer o serviço para Franca.”
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