A Praça 1º de Maio, na Estação, em Franca, está abandonada. Pelo menos essa é a sensação de comerciantes e moradores da região diante do cenário de jardins secos, lixo e a presença de desocupados que tomaram conta do local.
Apesar de estar localizada próxima a muitos estabelecimentos comerciais e órgãos públicos, como a Receita Federal e a agência do Ministério do Trabalho, a praça deixou de ser frequentada pelo público devido ao descaso das autoridades com o espaço. Em toda a área, há dezenas de papéis e de embalagens plásticas jogadas pelo chão, a maioria de bebidas e produtos alimentícios. Chama também a atenção, a utilização de folhagens da praça como varal, depósito de materiais e até moradia.
Ontem, quando o Comércio esteve no local, a fonte estava ligada, mas segundo denunciantes ouvidos pela reportagem, o espaço permanece vários dias com água parada e não passa por limpeza constante, o que contribui para o mau cheiro frequente.
Uma das comerciantes instaladas ao redor disse que a situação fica ainda pior durante o período noturno e aos fins de semana, quando ocorre um aumento expressivo da população de rua. “Está insuportável. Já cheguei a contar mais de 30 moradores de rua reunidos aqui. Tenho medo de ficar sozinha, principalmente quando começa escurecer.”
Segundo o comerciante João Paulo Alves, o problema perdura há três meses e o incômodo com pedidos de dinheiro e comida é constante. Ele também reclama da sujeira da praça provocada pelos moradores de rua e pela demora da Prefeitura em tomar providências.
Para a operadora de vendas Karen Donizeti Silva, a presença dessas pessoas traz insegurança e afasta os clientes. “Recentemente o pai de uma amiga foi assaltado aqui na praça. Por isso, durante o horário de almoço deixei de sair e passei a ficar na loja.”
Segundo a dona de casa Maria Nedi Santos, os moradores de rua também nadam na fonte, colocam fogo em árvores e fazem uso de álcool e drogas no local. “O problema é grave e a Prefeitura não tem dado importância. Essas pessoas estão morando na praça. Fiz diversas denúncias e ninguém faz nada.”
A assessoria de imprensa da Prefeitura foi procurada pelo Comércio durante a tarde de ontem, mas não retornou os questionamentos feitos a respeito da presença de moradores de rua na praça e a ausência de limpeza na mesma.
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