Com o tempo quente, moradores dos bairros Jardim Paulistano, São Francisco e Palma têm se incomodado com a grande quantidade de pernilongos que invadem suas casas. Picadas, coceira e noites sem dormir viraram rotina.
“O dia todo fica fervendo de pernilongo, jogo veneno e fecho a casa, mas não adianta”, reclamou a dona de casa Celene Mendonça, 48, que mora no Paulistano I. Para os moradores, uma das causas da grande quantidade desses insetos é a presença de lagoas de tratamentos da Sabesp nessas regiões, além de matas.
No Palma, o mesmo problema tem sido constatado e o risco de contrair dengue aumenta a preocupação com a infestação dos insetos. “No meio desses mosquitos, pode ter os que transmitem a dengue. A gente tenta de tudo para evitá-los: tela nas janelas, veneno e até colocar fogo em panos velhos”, contou a costureira Sandra Célia Costa, 53.
O diretor de Vigilância em Saúde, José Conrado Netto, confirmou que tem recebido reclamações dessa região da cidade. “O que verificamos a partir de coletas de larvas é que se trata de mosquitos do gênero Culex, que causam sintomas alérgicos, mas não transmitem a dengue”, disse.
Segundo ele, com a falta de chuvas, os córregos dessas localidades ficaram com poças d’água, que se transformaram em criadouros. “Foi pedido para a Secretaria de Serviços desfazer esses bolsões de água”, afirmou.
Sobre as lagoas de tratamento da Sabesp, o gerente distrital Rui Engrácia afirmou que não foi encontrado nenhum tipo de larva nas lagoas. Segundo ele, existem duas lagoas no Jardim Paulistano, uma no Palestina e outra no bairro São Francisco.
Medidas de proteção
Algumas lojas de produtos que combatem os mosquitos já sentem um aumento na procura dos materiais. Na loja Tela Mosquiteira, as vendas de telas de proteção para residências se elevaram cerca de 20%, segundo o proprietário Joel Lopes Veríssimo.
Na farmácia Similia, a procura por repelentes de insetos chegou a dobrar. “Nas últimas duas semanas, as pessoas compraram mais nossa loção composta por citronela e calêndula”, disse a farmacêutica Marcela Spessoto.
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