Ex-namorada de tapeceiro morto presta depoimento


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Carro é periciado ontem em Franca logo depois que foi apreendido pelos policiais francanos
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Embora a principal suspeita já tenha confessado que matou o tapeceiro Fábio Henrique Goulart, de 34 anos, a polícia continua investigando o crime. Isso porque há a suspeita de que outras pessoas estejam envolvidas no assassinato, ocorrido na última quarta-feira no Jardim Guanabara. A desempregada Jéssica Maura Gonçalves, 23, está presa pelo crime.
 
Ontem, policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) iniciaram as oitivas de pessoas que podem contribuir na elucidação do caso. Além da mulher da vítima, a mãe de Jéssica e namorada de Goulart esteve na delegacia acompanhada de seu advogado. 
 
Em depoimento, a mulher de 55 anos, que mora na casa onde Goulart foi morto com três tiros, negou ter participado da execução. Ela alegou que, na quarta-feira, dormiu na casa de uma filha. A versão foi confirmada pela jovem aos policiais.
 
A mãe de Jéssica ainda disse que a jovem e seu ex-namorado não tinham nenhum envolvimento e que não sabia o que a vítima fazia nua em sua casa no momento do crime. Mesmo assim, para saber se houve ou não envolvimento no homicídio, o delegado Márcio Garcia Murari solicitou um exame resíduográfico da mulher a fim de constatar se ela atirou naquela ocasião. Seu veículo, um Santana, também foi apreendido e será periciado para saber se há sangue, já que Goulart teria ficado horas sangrando pela casa antes de ser executado com um tiro na cabeça. 
 
Ainda na manhã de ontem, a mulher de Goulart foi ouvida pelos investigadores e por Murari. De acordo com ela, o casal se separou algumas vezes por conta do envolvimento do tapeceiro com drogas. “Ela contou que, enquanto ele estava sendo investigado por um homicídio ocorrido em setembro, reataram e ela o levou até Presidente Prudente para que fosse internado para tratamento. Mas o Goulart só ficou lá por quatro dias e voltou para o Guanabara para usar drogas e não o viu mais. Isso foi dias antes do crime”, contou Murari.
 
O crime
Fábio Henrique Goulart, que já foi pastor evangélico e curador de uma clínica de recuperação para usuários de drogas, foi morto com três tiros em uma casa do Jardim Guanabara no dia 14 de outubro. A filha da namorada da vítima, Jéssica, ligou para a polícia e confessou ter matado o homem. 
 
À polícia, ela contou ainda que Goulart, apesar de namorar sua mãe, constantemente queria “obrigá-la a fazer certas coisas”, fato que teria motivado o crime. A jovem disse que, na ocasião, após fumarem crack juntos e ao ver que a vítima havia deixado seu revólver calibre 38 sob a pia, ela o pegou e deu dois tiros: um no ombro e outro na barriga. Depois, ela efetuou um terceiro disparou e o matou. A arma, porém, ainda não foi encontrada.
 

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