Alba


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Brota no meio da noite
Imaculadamente branca
Astro saído da terra
A refletir um sol qualquer
Luz o gramado e o vão da janela
Perfuma a brisa que passa
Acende olhos
Incensa almas
A alma-luz que se desenha em pétalas

Aspiro sua brancura
Nua e frágil
E desafio o breu
Não estou sozinha
Leve como o voo do pássaro
Que de leste a oeste vai
Sem contemplar os males do mundo
Atravesso a noite com ela
Brancura de seda
Perfume de vida
Perfeita poesia
Música transcrita em grãos
Nos muitos estames eretos
Promessas de novas
Albas sinfonias.

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