Laudo mostra que Breno tinha transtorno obsessivo


| Tempo de leitura: 2 min
Policiais civis acompanham trabalho de agentes funerários que foram ao estacionamento no dia em que Rosane foi morta com tiro na cabeça disparado por Breno
Policiais civis acompanham trabalho de agentes funerários que foram ao estacionamento no dia em que Rosane foi morta com tiro na cabeça disparado por Breno
À espera de uma resposta para o pedido de liberdade provisória para Breno Helton Costa Rezende, 32, que matou a ex-namorada Rosane Berteli de Souza, 24, a advogada Linda Luiza Johnlei Wu quebrou o silêncio sobre o crime nessa quinta-feira. Além de informações sobre o estado de Breno, que tentou o suicídio, Linda apresentou o laudo do último psiquiatra que atendeu seu cliente e o diagnóstico de TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) grave.
 
O documento, anexado ao processo de homicídio qualificado pelo qual Breno responde, é assinado pelo psiquiatra Fernando Prota, de Ribeirão Preto. De abril a julho deste ano, ele atendeu o assassino de Rosane e, logo na primeira consulta, percebeu uma tendência suicida leve no paciente. “Porém, em nenhum momento Breno relatou ideação homicida”, escreveu Prota.
 
De acordo com o psiquiatra, o transtorno demonstrava que o acusado tinha pensamentos obsessivos e que levaram a um isolamento social, explosividade, incapacidade de se envolver em qualquer atividade produtiva, como estudar ou trabalhar, e irritabilidade. Essa obsessão, ultimamente, teria se direcionado a Rosane. Do atestado, consta que Breno só conseguia pensar no relacionamento e suas questões, e que só melhorava quando criava listas de perguntas para a vítima. As indagações eram anotadas em pequenos papéis ou no celular.
 
Ainda sobre o quadro psiquiátrico, Prota evidencia que o réu teve uma piora e novos medicamentos foram receitados. Entretanto, ele não retornou para a consulta de agosto nem procurou o tratamento com psicólogos, que fora orientado a fazer em Franca.
 
A informação foi confirmada por Linda, que atendeu a reportagem do Comércio na manhã de quinta-feira. Segundo a advogada, ele teve acompanhamento só do psiquiatra, ajuda que a família buscou em Ribeirão após Breno passar por diversos profissionais de Franca desde a adolescência. “Ele não fazia terapia e tinha propensão ao suicídio. Essa foi a razão de, dias antes do crime, ter sido internado no hospital ‘Allan Kardec’, onde ficou alguns dias antes da família pedir sua liberação. Breno voltou para casa na semana anterior ao fato, não teve alta médica, mas seus pais não tiveram orientações sobre o que fazer e como evitar que ele pudesse atentar contra a própria vida”, relatou Linda.
 
Estado de saúde
Desde terça-feira, Breno está em uma cela da enfermaria do CDP (Centro de Detenção Provisória). Embora esteja consciente e conseguindo andar, o acusado diz não saber onde está e o porquê. “Às vezes, entende e responde certo o que foi perguntado, mas também pode se confundir. Ainda não abordamos o fato nem mencionamos diretamente o nome da Rosane. Ele precisa ser devidamente tratado para responder”, disse a advogada. 
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários